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Mercado

Relatório da Opep abre caminho para corte na oferta de petróleo

16/11/2006 | 00h00

A Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) se prepara para aumentar o corte de sua oferta conjunta de petróleo em dezembro, no acordo feito em outubro e que entrou em vigor neste mês, a julgar pela avaliação que os analistas fizeram do mercado mundial, publicada nesta quinta-feira em Viena (capital da Áustria).

O Relatório Mensal sobre o Mercado do Petróleo de novembro, divulgado hoje ao meio-dia pelo secretariado da Opep, é o último publicado antes da reunião do grupo, em 14 de dezembro em Abuja (capital da Nigéria).

Por isso, os cálculos deste documento serão muito considerados pelo Conselho de Ministros na reunião extraordinária e, embora não esteja excluído que possa haver novidades que mudem o panorama até então, implicitamente há a necessidade de cortar a oferta em pelo menos 300 mil barris por dia, além do rebaixamento de 1,2 milhão de barris diários que entrou em vigor em 1º de novembro.

O relatório lembra que, "do lado da demanda", o amplo leque de previsões para 2007, que geralmente tem crescimento de 1,1 milhão a 1,6 milhão de barris diários por ano, "é um indicador da incerteza existente sobre a evolução até o fim deste ano e durante o próximo" e que em Abuja serão considerados novos dados da evolução nas próximas semanas.

Por enquanto, a Opep calcula que o consumo mundial de petróleo será de, em média, 85,58 milhões de barris por dia, com um aumento de 1,3 milhão de barris diários em 2007, frente a 2006, ligeiramente superior (30 mil barris diários).

A preocupação maior é "do lado da oferta", com o forte aumento das provisões provenientes de seus principais concorrentes, pois o órgão calcula que a "oferta não-OPEP" aumentará em 1,8 milhão de barris por dia em 2007, em relação a 2006, até totalizar 53 milhões de barris diários.

Ou seja, o grupo acredita que os barris adicionais de outros exportadores do produto não apenas sobram para cobrir o crescimento da demanda, mas também reduzirão a quantidade de petróleo que o mundo compraria dos 11 países-membros do cartel.

Assim, já no mês passado, a Opep superou o volume que calcula como demanda para seu petróleo --produziu uma média de 29,4 milhões de barris por dia--, que é, em média, de 28,8 milhões de barris diários, durante todo o ano de 2006, e de 28,9 milhões de barris diários no último trimestre deste ano. Para o ano que vem, prevê uma redução para 28,1 milhões de barris por dia.

Trata-se de "um desequilíbrio que a decisão da Opep em Doha tentou corrigir", diz o relatório, em referência ao acordo feito na capital catariana em 20 de outubro para diminuir a oferta da chamada `Opep-10` [todos os países-membros menos o Iraque] em 1,2 milhão de barris por dia, para 26,3 milhões de barris diários, a partir de novembro.

Essa medida, segundo os especialistas da Opep, já atingiu sua meta de estabilizar a cotação do barril de seu petróleo referencial: depois de ter caído do recorde de US$ 72,68 registrado em 8 de agosto para US$ 53,37 em 31 de outubro, seu preço oscilou entre US$ 53 e US$ 56 em novembro.

Paralelamente, o valor do barril de petróleo Brent, referência para a Europa, e o do Petróleo Intermediário do Texas (WTI, leve), referência nos EUA, ficou estável em torno de US$ 60.

No entanto, para 2007, prevê-se o risco de um novo desequilíbrio nos fundamentos do mercado, especialmente durante o segundo trimestre do ano, quando a demanda cai com a queda do consumo de combustível para calefação, por causa do fim do inverno no hemisfério norte.

Nessa época, "se a `Opep-10` continuar produzindo no nível estipulado, com a produção do Iraque em cerca de dois milhões de barris diários", pode haver um excesso na oferta de 1,4 milhão de barris por dia, o que significaria mais reservas armazenadas nas nações consumidoras, quando o normal é que aumentem em 1,1 milhão de barris por dia, ressalta o documento.

A diferença seria de 300 mil barris por dia, número já mencionado por alguns responsáveis da Opep, como o ministro de Energia e Petróleo venezuelano, Rafael Ramírez, que recentemente defendeu a aprovação de um corte adicional da oferta do grupo, de 300 mil a 500 mil barris por dia, que entraria em vigor em 1º de janeiro.

Neste contexto, a Opep destaca que as reservas já estão bem altas. Nas nações da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico) estão no nível mais alto desde novembro de 1998, com capacidade de cobrir as necessidades por 55 dias, "dois dias a mais do que a indústria considera adequado".

Fonte: Folha Online



Fonte: Folha Online
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