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Desafio

Refinaria precisa de 12 mil só na construção

01/11/2010 | 10h58

Receber uma refinaria não é simples, sobretudo, para um dos estados mais pobres do País. São inúmeros os obstáculos para deixar tudo pronto até o dia tão esperado do início de operação do empreendimento. Problemas que passam desde a questão das desapropriações até a instalação de uma infraestrutura adequada que traga suporte ao equipamento. Agora, o mais novo desafio do Ceará é qualificar 12 mil profissionais - exclusivamente - para a construção da refinaria Premium II, no Pecém. Em um cenário em que a construção civil cresce pujantemente (porém, na mesma proporção, sobe a necessidade de mão-de-obra especializada), alcançar esse objetivo depende, cada vez mais, de uma ação coordenada entre todos os agentes interessados em tirar a refinaria do papel e torná-la um grande marco para o que se vislumbra ser uma nova era da economia local.

 

Há 10 dias, segundo informou o Diário do Nordeste, o presidente Lula anunicou que a legalização da área da Premium II estava próximo de se encaminhar para uma solução definitiva a respeito da reserva indígena localizada naquela região, e reivindicada pela tribo Anacé - maior entrave, até então. Com a aproximação desse entendimento em relação ao terreno, a Petrobras já se preocupa com outro entrave: recrutar profissionais preparados para as obras. Foi o que confirmou, esta semana, o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Ceará (Sinduscon-CE), que foi procurado para iniciar um trabalho de prospecção de operários qualificados. "Houve um contato inicial para pensar as primeiras ações nesse sentido. A intenção é atender essa demanda de 12 mil pessoas para construir a refinaria", assinalou o presidente do Sinduscon/CE, Roberto Sérgio Ferreira. Ontem, conforme informou, com exclusividade, o Diário, a assessoria de imprensa da Petrobras divulgou que 16.125 operários serão qualificados até 2013, nas áreas de construção civil, montagem, manutenção e operação, em todos os projetos da empresa previstos ou em execução no Estado.

 

Parceria com Senai

 

Roberto Sérgio acrescentou que a demanda atual por trabalhadores somente para a área imobiliária no setor da construção no Ceará é de dois mil profissionais. "Estamos precisando desse pessoal para agora. Para resolver esse problema, já acertamos uma parceria com o Senai. Teremos uma reunião, na próxima quarta-feira, para definir os detalhes do curso de qualificação. A previsão é de que o projeto comece a ser executado na semana seguinte", ratificou o presidente do Sinduscon/CE. Para ele, na área imobiliária, a saída mais rápida será treinar os operários que já estão habituados ao serviço. "Vamos qualificar os serventes que já trabalham conosco. O local será o próprio canteiro de obras. É mais fácil e menos demorado fazer isso com quem já está inserido, ao invés de partir do zero. São duas mil pessoas que irão se especializar e abrir vaga para outras duas mil, nos próximos 120 dias", revelou ele.

 

Para o diretor da Mercurius Engenharia, Ricardo Nóbrega Teixeira, apesar da carência, o Ceará ainda é uma referência nacional em mão-de-obra. "Recentemente, tive de fretar um avião com mais de 60 trabalhadores para levar ao Rio Grande do Sul, porque lá não tinha ninguém na área", disse.

 



Fonte: Diário do Nordeste (CE)
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