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Novo comando

Refinaria Ipiranga tem nova superintendente

08/09/2008 | 05h22

A nova diretora-superintendente da Refinaria Ipiranga, Margareth Feijó Brunnet, tomou posse nesta sexta-feira (5), na presença do presidente do Conselho de Administração da Refinaria, João Adolfo Oderich, representante da Petrobras que, junto com os grupos Ultra e Braskem, detém o controle acionário da empresa desde março de 2007. Margareth Brunnet é a segunda mulher a assumir o comando de uma refinaria. Ela substitui Elizabeth Tellechea, que desde 2000 exercia o cargo. A nova diretora-superintendente tem 50 anos, é gaúcha de Cachoeira do Sul e funcionária de carreira da Petrobras.

 

A executiva disse que há uns 20 dias já estava vindo à Refinaria, mas na última terça-feira é que veio de forma mais direta. E aos poucos está se inteirando de todo o funcionamento da empresa. A transição deverá se estender até o final deste mês. Ela assume a Refinaria em um momento de crise para a empresa, que está com apenas uma unidade em funcionamento, devido às dificuldades enfrentadas em decorrência do constante aumento do preço do petróleo que vinha ocorrendo, e de receio dos funcionários de que a empresa venha a fechar.

 

No entanto, informou que sua missão é dar continuidade operacional à Refinaria Ipiranga, buscando para a empresa um futuro sustentável, através de alternativas viáveis como produção de asfalto, óleo bunker, solventes, nafta e diesel. "Chego para somar com a equipe", declara a nova superintendente. Esses produtos, conforme ela, vão trazer maior rentabilidade à Refinaria. "A questão é buscar as cargas adequadas para fazer esses produtos, para o mercado e para a estrutura de processo que a Refinaria possui". Ela relatou que já está sendo engatilhada uma série de negociações que vão dar condições de continuidade operacional à empresa.

 

Salientou que, embora a empresa não esteja com todas as unidades em funcionamento, este ano ela não chegou a paralisar um mês. Teve apenas breve paralisações para manutenção. Atualmente, apenas a unidade de vácuo está em atividade, processando bosduk para produção de asfalto. Mesmo assim, tanto ela quanto Elizabeth Tellechea garantem que todos os 330 trabalhadores (230 funcionários e 100 terceirizados) da empresa estão em atividade - na unidade de vácuo, na manutenção e na inspeção dos equipamentos. Elas também acreditam que, a partir das novas alternativas que estão sendo buscadas, há grandes possibilidade de a Refinaria voltar a operar a pleno em breve, possivelmente em outubro. Até porque, o próprio cenário de preços do petróleo está melhorando, conforme João Oderich.

 

Com relação ao entendimento do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Destilação e Refinação de Petróleo do Rio Grande (Sindipetro/RG) de que a única saída para a empresa é a Petrobras assumi-la, Margareth Brunnet diz que o debate de idéias é sempre interessante, mas costuma trabalhar com a realidade. "São três donas, que se propuseram a este desafio de dar continuidade operacional com resultado. Acho que isso é possível com o modelo que está atualmente e é a isso que me proponho", explicou. Destacou que os trabalhadores podem ficar tranqüilos porque a mudança no comando não significará alteração no funcionamento da empresa.

 

Experiência

 

A nova diretora é engenheira química formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), iniciou sua trajetória na Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), em Canoas. Nos últimos 20 anos, a executiva esteve radicada no Rio de Janeiro, onde desempenhou as funções de gerente técnico de produtos especiais; gerente de projetos químicos; gerente geral de participações em centrais petroquímicas, diretora da Petrobras Química S/A (Petroquisa); conselheira dos Conselhos de Administração da Copesul e da Braskem e de 2004 até julho deste ano foi diretora presidente da Metanor S.A e da sua controlada Copenor, empresas ligadas à área petroquímica da Petrobras, com plantas industriais na Bahia.

 

Elizabeth Tellechea

 

A ex-diretora superintendente diz que, nos próximos 15 ou 30 dias, terminará algumas atividades que está desenvolvendo. Depois, vai sair um pouco do Brasil, fazer um curso. No retorno, acha que vai voltar a estudar e se dedicar a outras atividades e à Fundação Cidade do Rio Grande, que preside e continuará administrando, até dedicando-lhe mais tempo. Na sexta-feira, durante entrevista coletiva à imprensa, João Oderich lembrou que quando houve a compra da Refinaria Ipiranga Elizabeth foi convidada a permanecer e ela aceitou por mais um ano. "Se a empresa está operando, muito se deve ao trabalho e à competência dela", salientou.



Fonte: Jornal Agora
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