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Refino

Refinaria é o próximo grande passo cearense

16/12/2005 | 00h00

O Ceará não desistiu de ter uma refinaria de petróleo. A Petrobras planeja, entre 2012 e 2020, abrir duas novas refinarias, sendo uma no Nordeste, e o Estado promete entrar novamente na disputa. Até lá, a idéia é viabilizar a implantação de um pólo metal-mecânico no Pecém, por meio da Usina Siderúrgica Ceara Steel.

Após conseguir a implantação da siderúrgica, o Governo estadual irá continuar empenhado em trazer uma refinaria de petróleo para o Ceará. Ontem, durante a solenidade de inauguração das obras da Ceara Steel, o vice-governador Maia Júnior informou que a Petrobras pretende abrir mais duas refinarias no Brasil. Este ano, o Ceará perdeu para Pernambuco a Refinaria do Nordeste, projeto que era disputado entre os estados da Região desde a década de 1980. A refinaria está sendo construída pela Petrobras em parceria com a estatal venezuelana PDVSA.

Segundo Maia, durante reunião realizada há três semanas, o diretor de Refino da Petrobras, Paulo Roberto Costa, ressaltou que está no planejamento estratégico da companhia a construção de duas novas refinarias, uma no Nordeste e outra no Centro-Oeste, entre 2012 e 2020. ``São regiões onde deve haver um crescimento da demanda por combustíveis``, explica. Para o vice-governador, o Ceará precisa continuar trabalhando para ter esse empreendimento. ``O sonho não acabou. Eu tenho certeza de que o Ceará ainda terá sua refinaria.``

Enquanto a refinaria não vem, Maia diz que o Governo se empenhará para implantar um pólo metal-mecânico no Complexo do Pecém. Isso será possível após a Usina Siderúrgica Ceara Steel entrar na segunda fase, ou seja, quando começar a produzir chapas de aço para o mercado interno.

Isso deve se tornar realidade depois de dois anos, a partir do início da operação da Usina. O vice-governador diz que o projeto da Ceara Steel e a infra-estrutura do Estado serão apresentados para investidores do Brasil, Ásia, Europa, Cone Sul e América do Norte. ``Queremos atrair empreendimentos como estaleiros, empresas da construção civil e de eletrodomésticos (linha branca) e também indústrias automobilísticas.``

Na estratégia de atração de negócios, conforme Maia, também devem ser dados incentivos fiscais. O secretário de Desenvolvimento Econômico (SDE), Régis Dias, explica que, no caso da Ceara Steel, o Governo cedeu o terreno (de 300 hectares). ``Quando a Usina começar a vender para o mercado interno também contará com descontos de até 75% sobre o Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS)``, acrescenta Régis.

Memória 

* O sonho da siderúrgica é antigo. Há mais de 20 anos, desde o governo Virgílio Távora, o Estado luta para atrair o empreendimento.

* Em 1995, o então secretário estadual de Indústria e Comércio, Raimundo Viana, anunciou a instalação de uma siderúrgica no Ceará. A previsão era investir US$ 800 milhões na usina, que seria o empreendimento âncora de um pólo metal-mecânico no município de São Gonçalo do Amarante.

* Um ano depois, em agosto, o então governador Tasso Jereissati assinou o primeiro protocolo de intenções com o grupo Vicunha, a Companhia Vale do Rio Doce e a Companhia Siderúrgica Nacional para a construção da Companhia Siderúrgica do Ceará (CSC). A siderúrgica deveria começar a ser construída no início de 1997 e a produção deveria começar em meados de 1999. A usina ganhou o nome de Mendel Streinbuch.

* Somente em dezembro de 1997 o Conselho Estadual do Meio Ambiente (Coema) concedeu licença ambiental para a instalação da usina, o que atrasou o início das obras. Em 1998, o impedimento para o começo da construção da usina foi a demora na licitação para a compra de equipamentos. Desde essa época o projeto da Usina Siderúrgica do Ceará vinha enfrentando sucessivos problemas de financiamento e acerto entre os parceiros. Ao final do terceiro governo Tasso Jereissati (1999-2001), o projeto da usina não se concretizou.

* Em 2001, a siderúrgica sul-coreana Dongkuk Steel entrou na negociação e atraiu mais atenção para o projeto. A italiana Danieli e a Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), também passam a ser parceiros da atual usina siderúrgica, denominada de Ceará Steel.

* Em 2005, a Ceará fecha contrato com a Chesf e a Petrobras e garante o fornecimento de energia e gás para a Usina. Também fecha os financiamentos como o BNDES e com as instituições italianas Sace e MCC.

* Ontem, 15 de dezembro de 2005, começam as obras da Usina Siderúrgica Ceará Steel. Em 30 meses, a Usina deve estar em operação.



Fonte: O Povo / CE
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