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Rio Oil&Gás

Redução de blocos na 8ª Rodada é criticada por Petrobras e Shell

11/09/2006 | 00h00

A restrição de blocos oferecidos pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) na Oitava Rodada de Licitações foi criticada pela Petrobras e pela Shell, petroleiras que participaram do painel sobre auto-suficiência na Conferência Rio Oil&Gas, nesta segunda-feira (11/09). Para ambas companhias, a restrição poderá compremeter o futuro da auto-suficiência uma vez que reduz a probabilidade de descobertas ao reduzir as áreas de concessão para exploração.

O vice-presidente de exploração e produção da Shell no Brasil, John Haney, comentou que a redução de número de blocos ofertados pode diminuir o interesse das empresas em participar da licitação. Além disso, o executivo afirmou que as mudanças durante o processo licitatório da Oitava Rodada chegou a macular a boa reputação do Brasil em função das licitações anteriores, classificadas como extremamente transparentes. "Houve uma mudança de data, depois as áreas foram publicadas no site da ANP, depois retiradas no dia seguinte e isso não é bom", comentou.

O gerente executivo de E&P na área de Exploração da Petrobras, Paulo Mendonça, também criticou a redução de áreas ofertadas e mais firmemente a determinação de que cada companhia tem o limite de fazer ofertas a quatro blocos em cada área.

O diretor da ANP, Haroldo Lima, justificou que a medida de ofertar apenas 284 blocos foi adotada em função de um momento político de crise com a Bolívia em razão da oferta de gás natural. "O atrito entre Brasil e Bolívia obrigou o Brasil a tomar uma decisão de agilizar sua produção de gás natural e o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) decidiu enfocar as áreas de gás", argumentou.

Sobre a decisão de limitar as ofertas por companhia a quatro blocos por área, Lima explicou que a medida tem o objetivo de garantir que não haja concentração em torno de apenas uma área mais promissora, mas que as companhias diversifiquem seus portifólios e conseqüentemente explorem em regiões diversas no Brasil. Lima acrescentou, no entanto, que o objetivo não é limitar as ofertas por empresa, mas as vitórias em uma mesma região exploratória.

O executivo declarou, ainda, que a publicação atual tem caráter provisório, por ser um pré-edital, que estará a disposição da indústria para a apresentação de sugestões durante 51 dias. Após esse período, a ANP voltará a analisar as sugestões apresentadas para a elaboração do edital final da licitação.

Para o consultor e ex-diretor geral da ANP, John Forman, a restrição tanto de oferta de blocos, quanto de ofertas de operadoras por áreas são negativas para a indústria. "A redução de blocos, reduz a probabilidade de descobertas e a restrição de ofertas não atende ao seu objetivo. A Sétima Rodada também teve foco em gás natural sem a necessidade de nenhuma medida restritiva", recorda Forman.



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