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Evento

Recife debate reservatórios não convencionais

19/04/2013 | 15h57

 

Com o tema “Oceanos, Clima e Desenvolvimento”, o 5º encontro regional preparatório do Fórum Mundial da Ciência (FMC), realizado entre os dias 14 e 16 de abril no Recife, debateu assuntos que estarão na pauta do Fórum Mundial de Ciência. Realizado pela primeira vez fora da Europa, o evento internacional acontecerá no Rio de Janeiro, nos dias 25 e 26 de novembro.
Dentre os assuntos debatidos no encontro regional estavam aquecimento global, educação, ciência e tecnologia, gestão portuária, entre outros. A exploração de petróleo e gás natural também foi abordada, com a palestra do professor do Departamento de Geologia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), José Antônio Barbosa. Em sua palestra, intitulada ‘Exploração de Reservatórios não Convencionais nos Oceanos’, o professor observou que o sistema clássico de extração de petróleo, quando o óleo jorrava de poços não muito profundos, deu lugar a técnicas avançadas de captura de óleos e gás.
“As novas tecnologias permitem chegarmos a grandes profundidades e atingirmos rochas com permeabilidade baixa, quebrando-as e conseguindo capturar óleos mais pesados e gás”, explicou.
Segundo o professor, algumas regiões dos Estados Unidos vivem um grande boom na extração de óleos pesados. “Há uma estimativa de que, após os investimentos que estão previstos, aquele país conquistará, por volta de 2025, a sua subsistência em petróleo e conseguirá, inclusive, exportar para outros países”, disse.
Segundo Barbosa, estudos mostram que o Japão possui reservas de 50 trilhões de metros cúbicos de metano, o que poderá garantir o gás natural para aquele país por alguns séculos. Já o Alasca poderá possuir uma reserva de 4,4 trilhões de metros cúbicos do mesmo gás. No brasil, pontuou o professor, estudos indicam que existem reservas não convencionais de petróleo que seriam duas a três vezes maior que as reservas do pré-sal.
Ele informou que a exploração profunda também tem sido direcionada para o Ártico. “O gás preso em gelo, o hidrocarboneto, irá representar um acréscimo gigantesco nas reservas mundiais”, disse. No entanto, as tecnologias e os investimentos feitos na extração em poços profundos demandam grandes recursos. “Nunca mais o petróleo voltará a ter um preço razoável como na década de 60”, observou.
O professor destacou que o Brasil ainda é bastante incipiente em extração profunda. “No entanto, a indústria de petróleo está passando por uma transformação gigantesca. E deverá impulsionar o Brasil, como vem impulsionando outros países”.
Segundo ele, a tecnologia envolvida irá demandar muito da academia e indústria. Por isso existe a grande necessidade de formação de quadros na área. “Essas novas tecnologias apontam para uma renovação da indústria de petróleo nos próximos 20 a 30 anos. Temos que nos preparar para essa mudança”, concluiu.

Com o tema “Oceanos, Clima e Desenvolvimento”, o 5º encontro regional preparatório do Fórum Mundial da Ciência (FMC), realizado entre os dias 14 e 16 de abril no Recife, debateu assuntos que estarão na pauta do Fórum Mundial de Ciência. Realizado pela primeira vez fora da Europa, o evento internacional acontecerá no Rio de Janeiro, nos dias 25 e 26 de novembro.


Dentre os assuntos debatidos no encontro regional estavam aquecimento global, educação, ciência e tecnologia, gestão portuária, entre outros. A exploração de petróleo e gás natural também foi abordada, com a palestra do professor do Departamento de Geologia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), José Antônio Barbosa. Em sua palestra, intitulada ‘Exploração de Reservatórios não Convencionais nos Oceanos’, o professor observou que o sistema clássico de extração de petróleo, quando o óleo jorrava de poços não muito profundos, deu lugar a técnicas avançadas de captura de óleos e gás.


“As novas tecnologias permitem chegarmos a grandes profundidades e atingirmos rochas com permeabilidade baixa, quebrando-as e conseguindo capturar óleos mais pesados e gás”, explicou.


Segundo o professor, algumas regiões dos Estados Unidos vivem um grande boom na extração de óleos pesados. “Há uma estimativa de que, após os investimentos que estão previstos, aquele país conquistará, por volta de 2025, a sua subsistência em petróleo e conseguirá, inclusive, exportar para outros países”, disse.


Segundo Barbosa, estudos mostram que o Japão possui reservas de 50 trilhões de metros cúbicos de metano, o que poderá garantir o gás natural para aquele país por alguns séculos. Já o Alasca poderá possuir uma reserva de 4,4 trilhões de metros cúbicos do mesmo gás. No brasil, pontuou o professor, estudos indicam que existem reservas não convencionais de petróleo que seriam duas a três vezes maior que as reservas do pré-sal.


Ele informou que a exploração profunda também tem sido direcionada para o Ártico. “O gás preso em gelo, o hidrocarboneto, irá representar um acréscimo gigantesco nas reservas mundiais”, disse. No entanto, as tecnologias e os investimentos feitos na extração em poços profundos demandam grandes recursos. “Nunca mais o petróleo voltará a ter um preço razoável como na década de 60”, observou.


O professor destacou que o Brasil ainda é bastante incipiente em extração profunda. “No entanto, a indústria de petróleo está passando por uma transformação gigantesca. E deverá impulsionar o Brasil, como vem impulsionando outros países”.


Segundo ele, a tecnologia envolvida irá demandar muito da academia e indústria. Por isso existe a grande necessidade de formação de quadros na área. “Essas novas tecnologias apontam para uma renovação da indústria de petróleo nos próximos 20 a 30 anos. Temos que nos preparar para essa mudança”, concluiu.



Fonte: Revista TN Petróleo, Redação com Agência
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