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Energia Elétrica

Receita das elétricas cresce, apesar de tarifas menores

21/08/2008 | 05h20

A revisão tarifária jogou para baixo o preço da energia elétrica para o consumidor, mas o aumento do consumo no país elevou em 6,4% as receitas líquidas das companhias abertas de distribuição, geração e transmissão de energia no segundo trimestre. As margens, porém, foram comprimidas, o lucro líquido caiu e os custos aumentaram. 


Juntas, essas empresas tiveram uma receita líquida de cerca de R$ 20 bilhões no período, de acordo com levantamento feito pelo Valor com 25 companhias - já consideradas as holdings que abrigam geradoras e distribuidoras sob uma mesma empresa. A Eletrobrás ficou de fora do levantamento, pois seus resultados distorcem os números do setor. 


A dívida líquida total caiu 14% e o lucro líquido, 3,2%, para R$ 3,5 bilhões. Os custos subiram 11%, com desembolsos de R$ 12,8 bilhões. Essas despesas refletem o preço da energia no mercado à vista, que subiu. E esse é um fator que beneficia diretamente as companhias geradoras. 


A Tractebel, maior geradora privada do país, vende quase metade de sua energia no mercado livre. Seu lucro líquido caiu no segundo trimestre, mas por mero efeito contábil, já que em 2007 distribuiu juros sobre o capital próprio, que permite um abatimento no Imposto de Renda. Sem esse efeito, teria lucrado 10% mais. 


A AES Eletropaulo teve sua revisão periódica em julho de 2007. As tarifas caíram em média 8,42% e o lucro, 42%. Em 2008, a empresa teve um reajuste de 8%, que praticamente anula o efeito da queda do ano passado. O mesmo vai acontecer com a Energias do Brasil. As distribuidoras Bandeirante Energia, Enersul e Escelsa tiveram revisões negativas. Para manter o resultado, a empresa teve de reduzir em 16% os custos gerenciáveis (gastos com pessoal, materiais, serviços etc.). Com um novo reajuste de tarifas, as receitas devem melhorar. 


Os investidores apostam no setor principalmente em busca de dividendos, pois boa parte das companhias distribui quase 100% do resultado semestralmente. O setor elétrico vem sendo destaque no ano, frente a um Ibovespa que caiu 13,32%. Das 20 maiores altas na bolsa até ontem, sete são do setor de energia, com retornos superiores a 11%. 



Fonte: Valor Econômico
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