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Biocombustíveis

Raízen quer distribuir o dobro de etanol no Centro-Oeste

28/10/2011 | 11h52
A Raízen vai dobrar sua participação na distribuição de combustíveis na Região Centro-Oeste nos próximos três anos, principalmente nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. A informação é do vice-presidente comercial da Raízen, Luis Henrique Guimarães, em entrevista à Agência Estado. O executivo informa que atualmente a participação da Raízen na região é de 9% e deve atingir os 18% até 2014. "O Centro-Oeste é uma região estratégica para a Raízen em função da expansão da oferta de etanol que está acontecendo nas fronteiras agrícolas", disse.

Guimarães explica que o crescimento da presença da Raízen no Centro-Oeste não se dará apenas através de postos de combustíveis, mas também com terminais de distribuição e de armazenamento. "Estes terminais não apenas servirão para armazenar o combustível que será comercializado na região, mas também para coletar o etanol da região para ser enviado para outros estados, particularmente para centros consumidores como São Paulo", afirma. "Com a expansão da produção de etanol para as fronteiras agrícolas, particularmente no Centro-Oeste brasileiro, o processo logístico também tem que acompanhar este movimento", explica o executivo.

Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás tem elevado de forma expressiva sua produção de etanol, mas parte do produto não consegue ser escoado de forma eficiente e, atualmente, os estados de Goiás e Mato Grosso são os únicos onde o etanol segue competitivo em relação a gasolina.

Em junho, a Raízen já inaugurou um terminal com capacidade de armazenagem de 11 milhões de litros em Alto Taquari, no Mato Grosso, com investimentos de R$ 20 milhões. Outros investimentos estão sendo realizados em Sinop e Rondonópolis, também em Mato Grosso, onde novos terminais estão sendo construídos. Em Cuiabá, um terminal originalmente pertencente à Esso está sendo ampliado para atender a crescente demanda da região. "O terminal de Alto Taquari já ficou pequeno e estamos realizando expansões", disse.

Os postos de combustíveis e terminais da Raízen, joint venture formada entre a Cosan e a Shell, utilizam a marca Shell. Os postos com a bandeira Esso, que eram da Cosan, estão sendo substituídos pela bandeira Shell. "Dos 1.700 postos que vieram da Cosan com a marca Esso, cerca de 20% já ganharam a nova identidade visual da Shell", disse Guimarães. Segundo ele, a migração da Esso para a Shell está sendo realizada em um ritmo de 100 a 120 postos por mês e a expectativa é de que a migração estará terminada até o final de 2012.

Praticamente nenhum posto comprado da Cosan será fechado, mesmo os localizados perto dos postos com a bandeira Shell. Segundo o executivo, os postos de combustíveis no Brasil vendem uma média de 130 mil litros por mês, enquanto os 4.500 postos da Raízen no Brasil vendem uma média de 217 mil litros por mês. "Os nossos postos estão muito bem posicionados. Não consideramos um problema se alguns estiverem muito próximos", afirmou Guimarães.

Ele ressalta que a pequena participação da Raízen no Centro-Oeste é uma consequência das estratégias da Shell e da Esso adotadas durante os anos 90. Segundo ele, naquele período, um forte nível de sonegação no setor de combustíveis tirou a competitividade das empresas naquela região e elas reduziram sua presença no Centro-Oeste. "Apesar de sairmos do Centro-Oeste naquele momento, a lembrança da marca Shell ainda é muito forte e em função do crescimento da produção de etanol tornou-se necessária uma presença nossa maior lá", disse.


Fonte: Agência Estado
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