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Agroenergia

Raízen investirá R$ 400 milhões em cultivo de cana

02/06/2011 | 10h49
A Raízen, empresa resultante da fusão da Cosan com a Shell, pretende plantar neste ano de 180 mil a 200 mil hectares de cana-de-açúcar. Cumprir essa meta, que inclui área própria e de fornecedores, na proporção de 50% para cada, significará investimentos da ordem de R$ 400 milhões, de acordo com Pedro Mizutani, vice-presidente de Açúcar e Álcool da Raízen.
 

Se for confirmado, o plantio - que está atrasado - será até 20% acima do realizado no ano passado, quando 150 mil hectares foram renovados. No total, a Raízen e seus fornecedores contam com uma área de 850 mil hectares de cana, que abastecem as 24 usinas do grupo nos Estados de São Paulo, Goiás e Mato Grosso do Sul.
 

Essa área maior de plantio deverá ter impacto positivo na moagem da Raízen em 2012, apesar desse efeito ainda não estar medido, diz Mizutani. "Em linhas gerais, sabemos que o canavial de fim de ciclo, que agora está sendo renovada, produz 70 toneladas de cana por hectare. O novo vai inicialmente elevar essa produtividade para 100 toneladas", afirma o executivo, que esteve ontem em Piracicaba (SP) na inauguração do primeiro dia de integração dos sistemas da Raízen.
 

Com capacidade para processar cerca de 65 milhões de toneladas de cana - em uma safra com 225 dias -, a Raízen anunciou ontem que deve processar neste ciclo 2011/12 58,1 milhões de toneladas de cana, 7% mais do que o realizado no ciclo passado.
 

Apesar dos investimentos acima da média deste ano, a oferta de cana apenas alcançará a capacidade industrial da companhia daqui três safras, segundo Mizutani. Na temporada em curso, o aumento do volume de cana veio principalmente das unidades novas da empresa - Jataí (GO) e Caarapó (MS) - e da usina Zanin, adquirida neste ano e com capacidade para moer 2,6 milhões de toneladas de cana.
 

O mix de produção deverá repetir a média das últimas safras, segundo Mizutani. A Raízen continuará destinando 55% de seu caldo para produção de açúcar e 45% para etanol. Com isso, a produção de açúcar deverá atingir 4,4 milhões de toneladas, ante 3,8 milhões no ciclo passado, e a de etanol chegará a 2,2 bilhões de litros.
 

Sobre possíveis mudanças do tamanho da safra até o fim da temporada, Mizutani diz que qualquer variação deve ficar na dimensão de 3% para cima ou para baixo. "No ano passado, essa oscilação chegou a 10%, foi muito alta em todo do Centro-Sul".
 

Ele vê um cenário altista para o açúcar, apesar de as cotações ainda estarem relativamente pressionadas por causa da expectativa maior de produção na Ásia. "Mas temos uma safra no Brasil pela frente e problemas à vista na China", pondera. Para o etanol, o executivo também enxerga menos volatilidade e demanda mais equilibrada com os preços na bomba.


Fonte: Valor Econômico
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