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Petróleo

Queda do euro provoca maior baixa na semana

12/09/2011 | 11h10
O petróleo registrou, na sexta-feira (9), sua maior queda na semana passada em Nova York, depois de o euro desvalorizar-se em relação ao dólar por receios de que o agravamento da crise da dívida grega levará à inadimplência do país.

O barril caiu 2%, depois de a moeda única europeia ter recuado para seu menor patamar em seis meses e o risco de crédito soberano e dos bancos europeus, aumentado para seus maiores níveis históricos. O plano de geração de empregos anunciado na quinta-feira (8) pelo presidente americano, Barack Obama, não foi suficiente para aumentar a confiança no país.

"As preocupações sobre a Europa e a relação positiva entre os preços do petróleo e o euro foram os catalisadores", disse Stephen Schork, presidente do Schork Group, assessoria especializada em fontes de energia em Villanova, na Pensilvânia. "O euro está sendo esmagado e pressionando todos nossos mercados neste momento."

O petróleo bruto para entrega em outubro caiu US$ 1,81, para US$ 87,24 por barril, na Bolsa Mercantil de Nova York. Na semana, os preços subiram 0,9%, terceiro avanço consecutivo. Desde o início do ano, os contratos futuros acumulam desvalorização de 4,5%. O petróleo bruto do tipo Brent, para outubro, caiu US$ 1,78, ou 1,6%, cotado a US$ 112,77 por barril, no mercado de futuros da Bolsa Intercontinental (ICE), em Londres. A diferença de preço entre o Brent e o West Texas Intermediate, negociado na Bolsa Mercantil de Nova York, aumentou 3 centavos de dólar, para US$ 25,53.

Um euro mais fraco e um dólar mais alto diminuem a atratividade das commodities como alternativa à moeda americana. Na semana, o euro desvalorizou-se 3,8%. O governo da primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel, prepara planos para apoiar os bancos alemães caso a Grécia deixa de honrar as condições do pacote de socorro financeiro e fique inadimplente, de acordo com três membros governamentais.

Juergen Stark, da Alemanha, renunciou na sexta-feira ao conselho executivo do Banco Central Europeu (BCE), depois de protestar contra as compras de bônus de bancos em uma teleconferência no início da semana, segundo um funcionário de um banco da região do euro a par do ocorrido na conferência. O programa de compras foi ampliado em agosto, quando o BCE começou a comprar bônus italianos e espanhóis.

"Quando Stark renunciou isso sinalizou a possibilidade de mais oposição alemã ao resgate da Grécia", disse Phil Flynn, vice-presidente de análises da PFGBest, em Chicago.

Obama convocou o Congresso a aprovar rapidamente um plano de US$ 447 bilhões de impulso ao mercado de trabalho, para aumentar os gastos em infraestrutura, interromper as demissões de professores e cortar pela metade os impostos que incidem sobre a folha de pagamento de trabalhadores e sobre donos de pequenas empresas.

O petróleo também caiu influenciado por sinais de que a Líbia pode exportar um carregamento de petróleo bruto pela primeira vez desde março. O país, dono das maiores reservas petrolíferas da África, está retomando a produção, que caiu 97% durante o conflito armado para depor o ditador Muamar Gadafi, de acordo com estimativas da Bloomberg.

"Há dois fatores cruciais dominando a perspectiva dos mercados de petróleo neste momento, o que o desenrolar econômico mundial está provocando na demanda e a perspectiva de retomada das exportações de petróleo da Líbia", segundo informe divulgado na sexta-feira por analistas do Deutsche Bank, entre os quais Adam Sieminski, economista-chefe sobre fontes de energia, que trabalha em Washington.

Um carregamento de 80 mil toneladas de petróleo bruto está sendo oferecido para ser embarcado no porto de Mellitah neste mês, segundo três fontes a par da transação disseram na quinta-feira. A remessa, equivalente a 600 mil barris, será embarcada entre quinta-feira e sábado, de acordo com as fontes, que não quiseram ser identificadas porque o acordo ainda não foi anunciado oficialmente.

O petróleo também recuou porque o Centro Nacional de Furacões, dos EUA, projetou que a tempestade tropical Nate passará pela costa mexicana, sem afetar a maior região produtora dos EUA no Golfo do México.


Fonte: Valor Econômico
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