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Internacional

Putin forma maior empresa de energia aberta a investimento estrangeiro

17/09/2004 | 00h00

O setor russo de petróleo e gás, que responde por 25% da economia local e é o segundo mais importante em termos globais, atrai cada vez mais atenção dos grandes países consumidores, dispostos a amenizar a dependência dos problemáticos fornecedores do Oriente Médio
O governo russo vai promover a união da estatal de petróleo Rosneft e a Gazprom, de gás natural, até o final deste ano. A manobra, noticiada por The Wall Street Journal desta quarta-feira (15/9), vai consolidar o controle governamental da indústria de energia e criar a maior companhia do setor no mundo aberta a investimentos estrangeiros. A Aramco, da Arábia Saudita, a maior empresa de energia do mundo pelo critério das reservas, com 12% da produção mundial, não permite investimentos de fora.
A instabilidade política no Oriente Médio e a demanda crescente da parte de americanos e chineses têm levado investidores, analistas e líderes políticos a voltar sua atenção à Rússia, a segunda produtora mundial de petróleo, atrás apenas da Arábia Saudita.
A Rússia é a líder mundial isolada em produção de gás natural. A Gazprom, com reservas de gás natural de cerca de 28 trilhões de metros cúbicos, fornece um quarto do gás consumido na Europa e responde por cerca de 20% da produção mundial. A futura Gazprom-Rosneft terá reservas totais de petróleo e gás equivalentes a 117,7 bilhões de barris de petróleo, cinco vezes as reservas da Exxon Mobil, a maior empresa de capital aberto em termos de valor de mercado.
Segundo The Wall Street Journal a nova gigante torna-se a candidata natural à aquisição da Yukos, cujos ativos devem ser leiloados para o pagamento de impostos atrasados. O Kremlin controla 38% do capital da Gazprom, que na operação vai comprar a Rosneft do Estado, oferecendo como pagamento as ações atualmente sob poder de suas subsidiárias. A empresa resultante terá 50% mais uma ação controlada pelo Kremlin. Depois do anúncio da aliança, as ações da Gazprom subiram 11%.



Fonte: Revista Exame
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