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Biodiesel

PSA Peugeot Citroën avança em nova fase do projeto biodiesel Brasil com a Universidade de SP

28/04/2011 | 15h25
A PSA Peugeot Citroën dá início hoje a uma nova e importante fase de sua parceria com o Ladetel (Laboratório de Desenvolvimento de Tecnologias Limpas), da Universidade de São Paulo, no Projeto Biodiesel Brasil. No ano em que está completando uma década de produção de veículos no país, o Grupo PSA conclui com seu parceiro a Fase II e anuncia o início da Fase III do projeto, que tem como objetivo avançar ainda mais nas pesquisas, compreendendo tanto a utilização de um novo tipo de biodiesel quanto a inclusão de novos veículos no programa de testes.


O avanço da pesquisa do Grupo com o biodiesel no país, iniciada em 2003, reforça o trabalho e a evolução das equipes brasileiras de Pesquisa e Desenvolvimento da PSA Peugeot Citroën em experiências e estudos visando soluções para o futuro da mobilidade. “Além de mostrarem toda a competência para desenvolver novos carros, como o Peugeot 408 e o Citroën Aircross, nossas equipes locais estão se tornando referência dentro do Grupo PSA em dois campos onde o Brasil tem muito potencial: Materiais Verdes e Biocombustíveis. Como também somos os maiores produtores mundiais de motores a diesel para carros de passeio, nada mais natural que continuemos avançando nas pesquisas com o biodiesel”, afirma Carlos Gomes, Presidente Brasil e América Latina da PSA Peugeot Citroën.


No projeto, especialistas do Latin America Tech Center - o Centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Design do Grupo PSA na região, com sede no Brasil – trabalham em conjunto com engenheiros da matriz e pesquisadores do Ladetel. Apenas nesta Fase III, de 2011 a 2013, a PSA Peugeot Citroën vai apoiar os estudos com investimentos de cerca de R$ 1,5 milhão.


O Projeto Biodiesel Brasil utiliza biodiesel 100% brasileiro, 100% biodegradável e 100% renovável, bem diferente do estudado na Europa, onde o metanol (derivado de petróleo) é usado para a obtenção da reação química que dá origem ao combustível. O produto brasileiro é obtido ao término de um processo de transesterificação durante o qual o etanol, extraído da cana-de-açúcar, entra em contato com um óleo vegetal oriundo de uma planta oleaginosa. Ele é testado nos veículos das marcas Peugeot e Citroën em uma proporção de 30% de biodiesel e 70% de diesel metropolitano, o chamado B30. Só para lembrar, atualmente, as principais ações de biodiesel no Brasil adotam uma mistura de 2% a 5% de biodiesel (B2 a B5).


As pesquisas contribuem, assim, de forma efetiva para o desenvolvimento do país, já que contemplam as duas grandes questões relacionadas com o biodiesel: o desenvolvimento econômico, com a criação de novas matrizes energéticas, e a inserção social, por serem utilizadas diferentes oleaginosas, algumas delas produzidas em regiões mais carentes do território nacional. Para a PSA Peugeot Citroën, além do legado deixado para os brasileiros, o projeto se enquadra em três de suas metas mundiais: estar na dianteira em termos de produtos e serviços; ser um grupo cada vez mais global; se desenvolver de maneira responsável.


Fase III: Veículos modernos e um novo tipo de biodiesel


A Fase III do Projeto Biodiesel Brasil tem início com várias novidades. A começar pelo inédito teste dinâmico de um novo tipo de biodiesel em desenvolvimento pelo Ladetel. Ele é 100% obtido da cana-de-açúcar, sem usar uma planta oleaginosa como referência no processo.

Neste novo biodiesel, o óleo vegetal retirado de uma oleaginosa, como a soja ou a palma, é substituído por um produto obtido da cana-de-açúcar por meio de processos químicos especiais. Ele é usado na transesterificação junto com o etanol também derivado da cana-de-açúcar para gerar o combustível, que será misturado na proporção de 30% ao diesel metropolitano (a mistura B30) e abastecerá os veículos de teste. Também será usado nesta terceira fase, assim como foi na segunda, o biodiesel B30 de palma, uma planta considerada pelos especialistas do Grupo PSA uma alternativa potencial a soja, oleaginosa mais comumente utilizada na produção do biodiesel.

Outra novidade é a renovação dos veículos de testes, entre eles os dois mais modernos sedãs produzidos pela PSA Peugeot Citroën no Mercosul. Serão cinco modelos no total, sendo:
 

· Dois Peugeot 408
· Dois Citroën C4 Pallas
· Um Peugeot Boxer


A inclusão do furgão Boxer, com motor HDi 2.3, marca a utilização, pela primeira vez no programa de testes do Projeto Biodiesel Brasil, de um veículo comercial leve de médio porte.

Os dois Peugeot 408 e os dois Citroën C4 Pallas utilizam motores HDi 1.6 com 110 cv (82 kw) de potência a 4.000 rpm e 23,1 kgfm (227 Nm) de torque a 1.750 rpm e são equipados com versões com e sem Filtro de Partículas (FAP), usado pela primeira vez em testes com o biodiesel 100% vegetal.

Ao término desse programa, a PSA Peugeot Citroën terá obtido os resultados de uma experiência inédita no mundo sobre a utilização em situação real dos diversos tipos de biodiesel brasileiros. Essa experiência completará de maneira importante e útil a experiência de cerca de 20 anos existente na Europa, possibilitando ao Grupo obter uma visão aprofundada do futuro do mercado mundial de biocombustíveis.

Fase II: Iniciativas inéditas no mundo


Marcada desde o início por várias pesquisas inéditas, a Fase II foi validada pela Comissão Executiva Interministerial do Biodiesel, sendo, portanto, reconhecida oficialmente no âmbito do programa de testes oficiais do Governo Federal. Ela foi concluída com mais uma importante e bem-sucedida ação: os testes de longa duração. Os seis veículos que fizeram parte destes estudos foram utilizados com biodiesel B30 em situações do dia-a-dia por mais de quatro anos, um período muito longo para avaliações deste tipo.


Durante a segunda fase foram usados veículos produzidos pelo Grupo PSA no Mercosul:


· Um Citroën Xsara Picasso
· Um Peugeot 206
· Dois Peugeot Partner
· Dois Citroën Berlingo


Nos testes, eles rodaram com biodiesel de soja, já utilizado na Fase I, e também usaram como oleaginosas de referência a mamona e a palma. O biodiesel de palma foi testado misturado com o diesel metropolitano na proporção de 30%. O biodiesel de mamona foi misturado com o biodiesel de soja e incorporado ao diesel metropolitano também na proporção de 30%. Em ambos os casos, o biodiesel foi produzido a partir do etanol brasileiro (de cana-de-açúcar). A utilização da palma e da mamona em tais quantidades representou uma estréia mundial, não apenas em virtude das plantas utilizadas e do emprego de misturas de biodiesel como também das proporções incorporadas ao diesel.


Os testes somaram mais de 500.000 quilômetros. Eles comprovaram e reforçaram os resultados da Fase I, demonstrando que a utilização do biodiesel B30, derivado das três oleaginosas testadas, não afetou a parte mecânica dos veículos, nem alterou o desempenho. Ao mesmo tempo, em termos de emissões, eles representaram reduções importantes.


Esses resultados são melhores que os obtidos na Europa com o éster metílico de óleo de canola (fabricado com metanol, um álcool derivado do petróleo).


Graças à fotossíntese das plantas oleaginosas e da cana-de-açúcar que absorvem o CO2 atmosférico durante seu crescimento, estes resultados apresentam um balanço de CO2 ainda mais interessante.


Fonte: Redação
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