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Equipamentos

Prysmian e Petrobras fecham contrato de US$ 70 milhões

09/03/2006 | 00h00

Quase um ano após anunciar a construção da fábrica para produção de cabos umbilicais para exploração de petróleo em águas profundas e a poucos meses de sua inauguração, a Prysmian (ex-Pirelli Cabos) já assegurou um contrato de US$ 70 milhões com a Petrobras e parceria para o desenvolvimento de produtos com a Shell. A nova fábrica, construída em Vila Velha (ES), começará a produzir com 30% da capacidade já contratada.

A empresa decidiu ampliar seu projeto, incluindo um laboratório de desenvolvimento e linhas para a produção de componentes como tubos de aço, cabos de energia e cabos ópticos. Com a decisão, tomada pela diretoria há cerca de um mês, o custo da unidade passará de R$ 80 milhões para R$ 90 milhões. Quase metade do investimento será feito pela Cotia Trading, que será remunerada durante cinco anos após a conclusão do projeto.

Atualmente, cerca de 30% dos componentes são fabricados na fábrica da empresa em Santo André (SP) e o restante é comprado de duas empresas nacionais. A partir de setembro, quando começam as novas operações, a unidade paulista passará a produzir apenas cabos de energia.

Segundo o novo presidente da companhia, Armando Comparato, a medida permitirá reduzir custos e melhorar a área logística. O executivo não descarta a venda do material para terceiros, embora a prioridade seja atender seu próprio consumo. Segundo ele, a produção de componentes em Vila Velha será de 3 mil quilômetros por ano, o triplo do volume fabricado atualmente em Santo André. O laboratório de testes vai concentrar o desenvolvimento de produtos na área de petróleo e a empresa planeja parceria com a Universidade Federal do Espírito Santo, além da que já mantém com a USP.

Instalada à beira do mar, próxima ao centro de Vila Velha, a fábrica vai concentrar toda a produção mundial da Prysmian de cabos umbilicais, devido ao seu fácil acesso aos maiores mercados consumidores desse produto fora do Brasil: a costa oeste da África e o golfo do México. Comparato afirma que já está negociando contratos com petrolíferas que atuam nestas áreas, como Shell, Chevron, Exxon e a italiana Agip. O acordo com a Shell inclui o investimento de cerca U$ 1 milhão em cabos capazes de acionar equipamentos de bombeamento submarinos.

Após a conclusão do desenvolvimento, em um ano, a Shell vai utilizar os cabos no Brasil, no Golfo do México e na África. "O novo produto também estará disponível para outros clientes", explica Comparato. Já o contrato com a Petrobras prevê fornecimento para as plataformas P-51, P-52, P-53 e P-54 durante os próximos dois anos. Comparato estima que o consumo brasileiro represente 30% da demanda mundial por cabos umbilicais. A principal razão é que a Petrobras extrai quase 70% da sua produção de águas profundas.

Em 2008, a unidade começará a operar em plena carga, segundo Mario Fernando Capalbo, executivo argentino que deixará o cargo de presidência até o final do mês para assumir uma empresa de serviços em seu país de origem. Os executivos estimam que o projeto vai gerar 100 empregos diretos e cerca de 300 indiretos.



Fonte: Valor Econômico
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