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Internacionalização

Projetos da Petrobras e de álcool podem enfrentar resistência na Costa Rica

01/06/2006 | 00h00

O Brasil deverá enfrentar fortes resistências da sociedade civil e de grupos econômicos na Costa Rica para transformar em realidade dois ambiciosos projetos: o início das atividades da Petrobras nas águas continentais costa-riquenses e o desenvolvimento da produção de álcool no país. A provável oposição aos interesses brasileiros ficou evidente em encontros que empresários e representantes do setor público do Brasil tiveram, na terça-feira, com autoridades da Costa Rica, na capital, São José.

O primeiro sinal ocorreu na abertura do seminário Oportunidades de Negócios Brasil-Costa Rica. Luciano Santos de Almeida, secretário de Indústria e Comércio de Piracicaba (SP), soube das dificuldades que existem na Costa Rica para se importar carros com tecnologia flexfuel.

Marcos Chaves, diretor-executivo da Liga Agrícola Industrial da Cana-de-açúcar da Costa Rica, disse a Almeida que levou 12 meses para conseguir importar um Corsa flexfuel, produzido pela GM, e outros nove meses para colocar em São José o modelo Ecosport, da Ford.

Na comitiva brasileira, comentou-se que haveria interesses contrários de petroleiras e de montadoras que não têm a tecnologia flexfuel. A Costa Rica importa todo o petróleo que consome e os carros em circulação no país, grande parte japoneses, são importados. A Costa Rica já teve uma experiência mal-sucedida de introdução do álcool como combustível para os carros.

Almeida informou o que ouviu ao ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, que lidera uma comitiva de 50 empresários em viagem de negócios à região. Na Costa Rica, Furlan tratou do etanol com o presidente do país, Oscar Arias Sánchez. "No etanol, há empresários brasileiros interessados em fazer investimento na região do Limon (na Costa Rica) para destilaria com investimento de US$ 20 milhões. O processo está em estudo para impactos ambientais e no momento em que se tenha a luz verde vai se dar seguimento ao projeto", informou Furlan após o encontro com o presidente Arias.

O ministro disse que o projeto consiste em joint-venture com capitais locais para atender o mercado da Costa Rica e também para a exportação, uma vez que o país tem condições preferenciais para fornecer etanol aos Estados Unidos, enquanto o Brasil tem de pagar taxa de US$ 0,54 por galão. Furlan acrescentou que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) pode financiar montagem de destilarias de álcool na Costa Rica que utilizem equipamentos produzidos no Brasil.

Marcos Dias, da WBA, fabricante de equipamentos para o setor sucroalcooleiro de Ribeirão Preto (SP), disse, segundo relatos de empresários costa-riquenses, que o plano é duplicar a produção de álcool na Costa Rica nos próximos anos. E o Brasil busca aproveitar essa oportunidade vendendo tecnologia, serviços e material genético (cana-de-açúcar).

O presidente da Costa Rica, que tem projeto de levar o país a produzir petróleo, falou sobre a possibilidade de atrair a Petrobras: "Petrobras e Recope (a estatal do petróleo) podem fazer acordo para estudar a viabilidade da exploração petroleira a 40, 50 milhas da costa", disse Arias.

A Costa Rica tem estudos de sísmica, mas a exploração de petróleo no país é um tema sensível, que desagrada parte da opinião pública, que teme danos ao meio-ambiente e ao turismo, uma das grandes fontes de renda do país.

Emanuel Nazareno Filho, consultor de negócios da Transpetro, a subsidiária de logística da Petrobras, disse que a empresa enviará uma missão à Costa Rica em junho ou julho. O objetivo é trabalhar na formatação de um protocolo de intenção que poderia ser assinado entre os governos ou entre a Petrobras e a Recope. Duas empresas americanas do setor já têm atividades no país: MKJ, da Louisiana, e Harken, do Texas. Uma possibilidade é fazer um acordo com essas empresas para prospectar as áreas. Outro caminho seria fazer um contrato de risco entre Petrobras e Costa Rica.



Fonte: Valor Econômico
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