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Grupo Cluster de Energia

Projeto prevê US$ 3 bi em álcool e energia

19/08/2008 | 05h02

O Grupo Cluster de Energia SA, formado há menos de um ano e que reúne 21 investidores de diversos setores, pretende investir R$ 3 bilhões na implantação de complexo de quatro usinas para a produção de um bilhão de litros de álcool por ano e 500 megawatts de energia na região de Rondonópolis, a 220 quilômetrosde Cuiabá.

 

O projeto foi apresentado há uma semana ao governador Blairo Maggi (PR) pelo diretor do grupo, o investidor José Carlos de Souza Meirelles - ex-secretário das pastas de Agricultura e Ciência e Tecnologia no governo Geraldo Alckmin (PSDB) em São Paulo, entre 1998 e 2006. O grupo prevê que o complexo esteja em plena atividade a partir de 2013.

 

"Se tudo correr como o planejado, formalizaremos em setembro um protocolo de intenções", disse Meirelles, que, citando a necessidade de aguardar o anúncio formal, preferiu não revelar detalhes sobre os outros investidores do grupo.

 

O secretário estadual Pedro Nadaf (Indústria, Comércio, Minas e Energia) disse que se trata do maior investimento privado da história de Mato Grosso. "Esse projeto tem potencial para mudar o contexto econômico de toda a região."

 

A demanda por matéria-prima - de 12 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por safra - será obtida a partir de uma área de cultivo estimada em 180 mil hectares. O projeto prevê a formação de uma rede de produtores locais, que não incluiria apenas os já estabelecidos no cultivo da cana. Como a região de Rondonópolis abriga muitas áreas abertas para a pecuária extensiva, o grupo planeja empregar parte dessas áreas para a produção da cana-de-açúcar em consórcio com a criação intensiva.

 

"Vamos empregar o bagaço da cana hidrolisado na engorda do gado em confinamento", afirmou Meirelles. "Ao fazer isso, em vez de redução, esperamos aumento dos rebanhos da região."

 

Segundo Nadaf, a opção pelas áreas já utilizadas pela pecuária - e seu uso em consórcio com o confinamento - atende a duas preocupações: as crises ambiental e alimentar. "Ao mesmo tempo em que vamos continuar a produzir alimentos, teremos ainda recuperação de áreas degradadas. Ou seja, vamos atacar em duas frentes", disse Nadaf. Segundo o grupo, serão gerados 7.500 empregos diretos e 20 mil indiretos.

 

Para o governo de Mato Grosso, a chegada do grupo Cluster reforça a necessidade de investimentos em infra-estrutura para o transporte da produção de biocombustíveis na região sul do Estado. A região abriga uma das maiores usinas do projeto do grupo Brenco - que prevê a produção de 3,2 bilhões de litros anuais, a partir de unidades instaladas em Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul.



Fonte: Jornal do Commercio
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