Meio ambiente

Programa de eficiência energética reduz custos na indústria

"O uso eficiente da energia pode ser um excelente negócio no aspecto financeiro, além de reduzir o impacto ambiental das atividades industriais", afirma o gerente operacional do Programa Gerbi no Brasil, Raymundo Aragão. O Programa, de redução da emissão de gases que provocam o efeito estufa n


20/08/2004 00:00
Visualizações: 831

"O uso eficiente da energia pode ser um excelente negócio no aspecto financeiro, além de reduzir o impacto ambiental das atividades industriais", afirma o gerente operacional do Programa Gerbi no Brasil, Raymundo Aragão. O Programa, de redução da emissão de gases que provocam o efeito estufa na indústria brasileira, foi criado por consultoras canadenses e promove, nesta sexta-feira (20/08) e no sábado, o curso Planejamento Energético Corporativo, na Fundação Getúlio Vargas, no Rio. 
O Gerbi é um programa financiado pelo Fundo de Mudança Climática do Governo Canadense e administrado pela Agência Canadense de Desenvolvimento Internacional, que tem o objetivo de fornecer informações e recursos para que as indústrias gerenciem o uso da energia com maior eficiência, consumindo menos e de forma mais limpa. O resultado é a redução dos custos operacionais e maior competitividade.
O Brasil é responsável por cerca de 3% das emissões mundiais de gases que provocam o efeito estufa, dos quais 2% são decorrentes de queimadas e desmatamentos e 1% é decorrente de queima e utilização de combustíveis para a produção de energia e processamento industrial. A cifra é considerada expressiva e, além de ter efeitos negativos para o meio ambiente, também representa perdas para as empresas.
Segundo os consultores canadenses, Douglas Tripp e Stephen Dixon, o gerenciamento sugerido pelo Gerbi pode promover uma redução de despesas e de consumo de energia em cerca de 10%, sem considerar o investimento de equipamentos. "Na verdade, o investimento em equipamentos sem a conscientização sobre o uso eficiente da energia não resulta na redução dos custos", comenta Douglas Tripp, do Instituto Canadense de Treinamento em Energia.   
O Gerbi começou em 2002 e continua até março de 2005, com financiamento do governo canadense. Depois deste período, o programa terá que ser auto-sustentado. Para permitir esta auto-sustentabilidade, o Gerbi e a FGV estão estudando, em parceria, a criação de um curso sobre financiamento para programas de eficiência energética, voltado para a comunidade financeira. A Fundação Getúlio Vargas também pretende realizar o curso de Planejamento Energético Corporativo duas vezes por ano.

O mercado do bem - Enquanto crescem economicamente, os países emergentes tendem a aumentar sua emissão de gases que provocam o efeito estufa. No entanto, o comércio de certificados de redução destas emissões representa um bom negócio para os menos industrializados. Embora as opções de industrializar-se ou vender certificados pareçam excludentes, a equação tem solução: eficiência energética e evolução tecnológica.
O uso eficiente da energia está diretamente ligado à redução da emissão de gases que provocam o efeito estufa. Consumindo menos energia e de maneira limpa, as empresas de obtêm maior cresicmento na produtividade e na produção com menores impactos ambientais, o que garante que o balanço de certificados de redução de gases continue positivo.
"A idéia de que no futuro vamos esgotar nossa capacidade de crescimento porque vendemos todas as cotas de carbono a que temos direito de emitir não faz sentido, porque a tendência é que haja o desenvolvimento de melhores práticas e tecnologias menos poluentes", explica Aragão.
Segundo ele, a compensação econômica pela redução do CO2 beneficia os países menos desenvolvidos, que têm mais certificados para vender, e cobra dos industrializados que estiveram poluindo o planeta por muito mais tempo. Por outro lado, a redução da emissão de carbono é bom para todos. "É o mercado do bem", resume.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Petrobras
Com um total de US$ 109 bilhões de investimentos o Plano...
28/11/25
Mossoró Oil & Gas Energy 2025
Oil States marca presença na Mossoró Oil & Gas Energy 20...
28/11/25
Comemoração
Infotec Brasil completa 40 anos e destaca legado familia...
28/11/25
Mossoró Oil & Gas Energy 2025
Petrosupply Meeting realiza 267 encontros e conecta seto...
28/11/25
Gás Natural
Entrega de Gasoduto no Centro-Oeste de Minas Gerais é no...
28/11/25
Internacional
Brasil apresenta avanços em resposta a emergências offs...
28/11/25
Evento
Niterói encerra segunda edição do Tomorrow Blue Economy ...
28/11/25
Mossoró Oil & Gas Energy 2025
Sebrae impulsiona inovação ao aproximar startups do seto...
28/11/25
Gás Natural
Naturgy reforça papel estratégico do gás natural na segu...
28/11/25
Mossoró Oil & Gas Energy 2025
SLB destaca investimentos no Brasil e papel estratégico ...
27/11/25
Internacional
FINDES lidera missão à Europa para impulsionar descomiss...
27/11/25
Mossoró Oil & Gas Energy 2025
Onshore potiguar defende licença mais ágil para sustenta...
27/11/25
Mossoró Oil & Gas Energy 2025
Estudo aponta forte impacto da cadeia de petróleo e gás ...
27/11/25
Geração/ Transmissão
ENGIE Brasil Energia inicia operação comercial do primei...
27/11/25
Petrobras
Navios da Transpetro recebem bunker com conteúdo renovável
26/11/25
Mossoró Oil & Gas Energy 2025
Mossoró Oil & Gas Energy abre edição 2025 com participaç...
26/11/25
Pré-Sal
Shell conclui assinatura dos contratos de concessão na B...
26/11/25
Gás Natural
Concluída a construção da primeira unidade de liquefação...
26/11/25
PD&I
Ibmec cria centro de pesquisa para estimular debates est...
26/11/25
Apoio Offshore
Camorim receberá R$30 milhões do Fundo da Marinha Mercante
26/11/25
IBP
Posicionamento IBP - Vetos ao PLV 10/2025
26/11/25
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.