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Análise

Professor diz que petróleo ainda será principal fonte de energia por pelo menos 50 anos

20/04/2006 | 00h00

O petróleo ainda vai predominar como fonte de energia por 40 ou 50 anos. Essa foi a avaliação que o professor Saul Suslick, coordenador do Centro de Estudos do Petróleo da Universidade de Campinas (Unicamp), fez no programa Diálogo Brasil dessa quarta-feira (19/04). "Existem diversas alternativas, mas o petróleo ainda vai perdurar", disse ele no estúdio da TV Cultura, em São Paulo.

Suslick afirmou que a tendência é que os biocombustíveis ocupem um espaço maior do que o petróleo, mas esse processo ainda vai demandar muitas pesquisas. Ele defende que o Brasil ainda depende de importações de gás natural. "Daqui a três ou quatro anos teremos uma situação mais confortável em relação ao gás". Segundo ele, a maior dificuldade para a extração é a delimitação da área e a infra-estrutura necessária. Ele acrescentou que é preciso investir nas pesquisas de energias automobilísticas.

No estúdio da TVE Brasil, no Rio de Janeiro, o consultor David Zylbersztajn, ex-presidente da Agência Nacional do Petróleo, lembrou que a primeira extração de petróleo no Brasil foi feita no final do século XIX, em São Paulo. Para ele, a questão do preço dos combustíveis é secundária. "O Brasil é muito privilegiado em relação a todos os outros países", salientou.

O deputado Federal Mauro Passos (PT-SC), membro da Comissão de Minas e Energia da Câmara, disse que a tendência mundial é que tenhamos combustíveis cada vez mais caros e, apesar da auto-suficiência, o preço não vai baixar. "Não nos cabe fazer qualquer tipo de associação de suficiência com redução de preço". Ele participou do programa no estúdio da TV Nacional, em Brasília.

"O Brasil tomou uma decisão no passado de optar pelas rodovias e isso foi associado à política da época. Refazer isso é um esforço enorme, mas o preço vai fazer com que se rediscutam as questões de cabotagem (navegação pelos rios) e da malha ferroviária".

Segundo ele, a exigência para movimentar o volume de carga vai pressionar o sistema de escoação do Brasil. Ele acrescentou que o país não adota o diesel como combustível para carros de passeio porque a produção nacional ainda não é suficiente. "O Brasil não importa óleo diesel porque quer, mas porque precisa de uma quantidade maior do que é capaz de produzir".



Fonte: Agência Brasil
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