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Gás natural

Produção volta ao normal, mas crise deflagra alerta

13/06/2005 | 00h00

A ameaça de desabastecimento de gás natural acendeu um sinal vermelho nos governos de São Paulo e Rio, maiores Estados consumidores do combustível no país. A sensação de alerta tem continuidade mesmo com as notícias de volta à normalidade das operações de transporte e produção de gás na Bolívia, como ressaltou nota do Ministério de Minas e Energia no sábado.
O secretário de Energia, Indústria Naval e Petróleo do Rio de Janeiro, Wagner Victer, marcou para hoje reunião com Daniel Jordá, presidente das duas concessionárias de gás - CEG e CEG Rio, da qual também vão participar o presidente da Agência de Serviços Públicos (Asep), João Paulo Dutra, e o secretário de Defesa do Direito do Consumidor, Sérgio Szveiter.
"Houve uma estabilização momentânea na Bolívia, que dá um certo conforto. Mas alguns danos da crise são irreversíveis, como a confiabilidade do fornecimento de gás", afirma Victer. Segundo ele, o o objetivo é "disciplinar algumas posturas" em caso de ameaça ao fornecimento no Rio. Um dos recados que ele quer dar - inclusive ao governo e à Petrobras - é que as distribuidoras não podem fazer nenhum plano de atendimento de contingência sem a aquiescência do Estado. Victer também disse que o Rio não vai permitir que nenhum dos 360 postos que vendem gás natural veicular (GNV) no Estado fique sem o combustível.
"Uma restrição ao GNV seria inviável até por questões técnicas, já que não é possível ter controle sobre a vazão do gás, porque a linha de distribuição para os postos é a mesma que vai para consumidores industriais e residenciais", pondera Victer.
O secretário do Rio disse que não é possível ignorar o efeito econômico de uma restrição do GNV já que pelos seus cálculos, 5 milhões de pessoas dependem direta e indiretamente do combustível para complementar a renda.
Além de já ter começado a poupar gás em suas refinarias e termelétricas, a Petrobras vai começar a despachar esta semana para o continente 2 milhões de metros cúbicos de gás adicionais. Isso será possível porque serão conectados novos poços às plataformas P-48 e P-43, instaladas nos campos Barracuda e Caratinga. Adicionalmente, a estatal vai reduzir o volume de gás reinjetado nos poços, de modo a fornecer mais 1 milhão de metros cúbicos para o mercado.
"A perspectiva de contingenciamento foi temporariamente afastada e passamos do estado de atenção para o de monitoramento", diz Zevi Kann, um dos comissários da agência paulista que regula os serviços de energia elétrica e gás, a CSPE. "A última semana, porém, mostrou a necessidade de implementar medidas de curto e longo prazo para nos prevenirmos contra situações semelhantes no futuro", declara Kann. Entre as medidas, segundo ele, estão maior controle da demanda de gás e maior rapidez nas rodadas de licitação do setor e desenvolvimento do campo de Mexilhão, em Santos (SP).



Fonte: Valor Econômico
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