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Biocombustíveis

Produção no Brasil crescerá mais de 200% em 20 anos, afirma IEA

17/03/2014 | 16h57
Produção no Brasil crescerá mais de 200% em 20 anos, afirma IEA
Rodrigo Augusto Rodrigo Augusto

 

A produção de biocombustível no Brasil deve crescer mais de 200% - de 1,3 milhão para 4,1 milhões de barris comparados a petróleo - até 2035, estima a IEA (Agência Internacional de Energia). No mesmo período, o uso do etanol no transporte subirá dos atuais 3% para 8%, ainda conforme a organização. Os números foram apresentados nesta segunda-feira, dia 17, pelo chefe do departamento de indústria e mercado de petróleo da IEA, Antoine Halff. Convidado do Seminário Internacional de Biocombustíveis, promovido pelo IBP (Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis) e WPC (Conselho Mundial de Petróleo), Halff abriu a programação do evento que ocorre até amanhã, em São Paulo, e reúne especialistas estrangeiros e brasileiros do setor. 
De acordo com Halff, as previsões para o Brasil nos próximos 20 anos são otimistas: além de quase quadruplicar a geração de energias renováveis, o país responderá por 40% da exportação mundial de biocombustíveis. A produção de gás natural irá quintuplicar e o país se tornará o 6º maior produtor de petróleo do mundo, com uma produção diária de mais de 6 milhões de barris por dia. 
"O mapa energético no mundo está mudando. Existe uma redistribuição de suprimento e demanda de petróleo e biocombustível e nós vemos o Brasil, hoje, como o pivô dessa transformação", disse. Não a toa, o país ganhou destaque com quatro capítulos no último World Energy Outlook, relatório editado pela Agência e que serve como referência para o mercado. 
Quem também exaltou o potencial brasileiro foi o vice-presidente do WPC, Joszef Tóth, que classificou o país como a "Meca dos biocombustíveis". "Há muitos lugares no mundo produzindo esse tipo de combustível, mas nenhum em tamanha quantidade e qualidade como Brasil", destacou. 
O presidente do WPC, Renato Bertani, afirmou que é preciso prestar cada vez mais atenção às fontes de energia renováveis. Segundo ele, quando se compara com barris de petróleo, o mundo consome cerca de 250 milhões de barris em energia. Destes, 85 milhões são realmente de petróleo. Os demais advém do carvão, gás, hidroelétrica, entre outras fontes. "Nosso desafio é cada vez mais estimular o uso das fontes renováveis, pois os biocombustíveis são ideais para atender a demanda energética no mundo", disse. 
João Carlos de Luca, presidente do IBP, falou que o país possui condições ideais para manter o mercado de biocombustíveis em alta, como clima e territórios suficientes para plantação. Contudo, estabelecer um marco regulatório e aumentar os investimentos em tecnologia são fundamentais. Ainda de acordo com De Luca, o Seminário Internacional de Biocombustíveis é uma grande oportunidade para ampliar o debate sobre os biocombustíveis no Brasil e no mundo. "Há 56 anos, o IBP trabalha pelo desenvolvimento da indústria de petróleo. Depois, intensificamos as ações na área de biocombustíveis. O etanol é hoje uma expertise do nosso país e nós participamos de decisões importantes nessa área. Por isso, não podemos deixar de participar de qualquer discussão do biocombustível".
PAINEIS
Depois da abertura com a palestra de Antoine Halff, o primeiro dia do Seminário seguiu com uma discussão sobre as políticas para o setor de biocombustíveis. O diretor do Departamento de Combustíveis Renováveis do Ministério de Minas e Energia (MME), Ricardo Dornelles foi um dos convidados. Ele afirmou que o Brasil já está muito à frente dos países que hoje estão estabelecendo metas para atingir percentual de energia renováveis. Destacou ainda as políticas desenvolvidas pelo governo, como financiamento à estocagem de etanol, credito presumido para cana, etanol de 2ª geração, entre outras, como medidas de estímulo ao mercado de biocombustível nacional. Carlos Martin Martinez, da Environmentrak e Paul Grabowski, da DOE, participaram da mesa e falaram sobre as políticas do setor na União Europeia. 
A visão da indústria de petróleo sobre o mercado de biocombustíveis foi assunto seguinte. Com a moderação de Magda Chambriand, da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), discorreram sobre o tema Michiel Moolenaar, representante da Shell; Milas Evangelista de Sousa, que é diretor de etanol da Petrobras e Nicholas Jones, da ExxonMobil. 
Na parte da tarde, as discussões foram em torno da produção de biocombustível x alimentos e do impacto do uso de biocombustíveis nas mudanças climáticas globais. 

A produção de biocombustível no Brasil deve crescer mais de 200% - de 1,3 milhão para 4,1 milhões de barris comparados a petróleo - até 2035, estima a IEA (Agência Internacional de Energia). No mesmo período, o uso do etanol no transporte subirá dos atuais 3% para 8%, ainda conforme a organização. Os números foram apresentados nesta segunda-feira (17), pelo chefe do departamento de indústria e mercado de petróleo da IEA, Antoine Halff. Convidado do Seminário Internacional de Biocombustíveis, promovido pelo IBP (Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis) e WPC (Conselho Mundial de Petróleo), Halff abriu a programação do evento que ocorre até amanhã, em São Paulo, e reúne especialistas estrangeiros e brasileiros do setor. 

De acordo com Halff, as previsões para o Brasil nos próximos 20 anos são otimistas: além de quase quadruplicar a geração de energias renováveis, o país responderá por 40% da exportação mundial de biocombustíveis. A produção de gás natural irá quintuplicar e o país se tornará o 6º maior produtor de petróleo do mundo, com uma produção diária de mais de 6 milhões de barris por dia. 

"O mapa energético no mundo está mudando. Existe uma redistribuição de suprimento e demanda de petróleo e biocombustível e nós vemos o Brasil, hoje, como o pivô dessa transformação", disse. Não a toa, o país ganhou destaque com quatro capítulos no último World Energy Outlook, relatório editado pela Agência e que serve como referência para o mercado. 

Quem também exaltou o potencial brasileiro foi o vice-presidente do WPC, Joszef Tóth, que classificou o país como a "Meca dos biocombustíveis". "Há muitos lugares no mundo produzindo esse tipo de combustível, mas nenhum em tamanha quantidade e qualidade como Brasil", destacou. 

O presidente do WPC, Renato Bertani, afirmou que é preciso prestar cada vez mais atenção às fontes de energia renováveis. Segundo ele, quando se compara com barris de petróleo, o mundo consome cerca de 250 milhões de barris em energia. Destes, 85 milhões são realmente de petróleo. Os demais advém do carvão, gás, hidroelétrica, entre outras fontes. "Nosso desafio é cada vez mais estimular o uso das fontes renováveis, pois os biocombustíveis são ideais para atender a demanda energética no mundo", disse. 

João Carlos de Luca, presidente do IBP, falou que o país possui condições ideais para manter o mercado de biocombustíveis em alta, como clima e territórios suficientes para plantação. Contudo, estabelecer um marco regulatório e aumentar os investimentos em tecnologia são fundamentais. Ainda de acordo com De Luca, o Seminário Internacional de Biocombustíveis é uma grande oportunidade para ampliar o debate sobre os biocombustíveis no Brasil e no mundo. "Há 56 anos, o IBP trabalha pelo desenvolvimento da indústria de petróleo. Depois, intensificamos as ações na área de biocombustíveis. O etanol é hoje uma expertise do nosso país e nós participamos de decisões importantes nessa área. Por isso, não podemos deixar de participar de qualquer discussão do biocombustível".

Paineis

Depois da abertura com a palestra de Antoine Halff, o primeiro dia do Seminário seguiu com uma discussão sobre as políticas para o setor de biocombustíveis. O diretor do Departamento de Combustíveis Renováveis do Ministério de Minas e Energia (MME), Ricardo Dornelles foi um dos convidados. Ele afirmou que o Brasil já está muito à frente dos países que hoje estão estabelecendo metas para atingir percentual de energia renováveis. Destacou ainda as políticas desenvolvidas pelo governo, como financiamento à estocagem de etanol, credito presumido para cana, etanol de 2ª geração, entre outras, como medidas de estímulo ao mercado de biocombustível nacional. Carlos Martin Martinez, da Environmentrak e Paul Grabowski, da DOE, participaram da mesa e falaram sobre as políticas do setor na União Europeia. 

A visão da indústria de petróleo sobre o mercado de biocombustíveis foi assunto seguinte. Com a moderação de Magda Chambriand, da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), discorreram sobre o tema Michiel Moolenaar, representante da Shell; Milas Evangelista de Sousa, que é diretor de etanol da Petrobras e Nicholas Jones, da ExxonMobil. 

Na parte da tarde, as discussões foram em torno da produção de biocombustível x alimentos e do impacto do uso de biocombustíveis nas mudanças climáticas globais. 



Fonte: Redação TN/ Ascom IBP
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