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Biodiesel

Produção elevada deve permitir antecipar adição obrigatória de 5% para 2010

26/02/2007 | 00h00


Segundo Campos, a capacidade de produção anual de 1,3 bilhão de litros de biodiesel deve ser alcançada com a conclusão das obras de 13 usinas, que devem se juntar às 11 já em operação no país. “Isso é quase o dobro do que é necessário para cumprir os 2% de biodiesel a ser adicionado ao diesel, previstos para janeiro de 2008", diz ele. "Ou seja, um ano antes, nós estamos conseguindo uma capacidade mais que suficiente para atender a meta estabelecida."

Ainda segundo o coordenador, essa escala de produção é que possibilitará que a meta de antecipar a obrigatoriedade da mistura  de 5% para 2010. "Como a produção está num ritmo crescente, isso nos coloca num horizonte de antecipar a meta de 5% que deveria ser alcançada em 2013 para 2010”, calcula Campos.

Além de produzir um combustível menos poluente, o programa de biodiesel deverá permitir também que o Brasil deixe de importar diesel derivado de petróleo. Hoje, o consumo anual de diesel no Brasil é de cerca de 40 bilhões de litros, e 5% disso, ou seja, 2 bilhões de litros, são importados.

“Hoje, estamos perto da metade do que importamos que já pode ser substituída pelo biodiesel e, em breve, quando chegarmos aos 5% de biodiesel na composição do diesel, vamos substituir 100% da importação de diesel”, diz Campos.

Até o fim do ano, quando o programa de biodiesel estiver com 24 usinas em operação e com mais um leilão para compra do produto realizado, ele estima que 60% da produção do biocombustível será proveniente da soja, e 20%, da mamona.

Os 20% restantes terão como matéria-prima oleaginosas como a palma, o dendê, o amendoim, a canola, o girassol, o algodão e ainda o sebo bovino. “A mamona e o girassol vão entrar com maior força a partir do segundo semestre, quando vamos colher a segunda grande safra de mamona e a primeira de girassol, que está sendo plantada neste início de ano.”

Para o economista Adriano Pires, do Centro Brasileiro de Infra-estrutura (CBIE), empresa que presta consultoria em economia da indústria energética, a soja é a melhor oleaginosa para compor o biodiesel. Ele acredita que outras culturas tendem a ter uma participação marginal na produção do biocombustível.

“A principal matéria-prima tem que ser plantada em grande escala, o resto vai ser sempre uma contribuição marginal. Agora, diferente do programa do álcool, que só aceita a produção a partir da cana-de-açúcar, a planta do biodiesel é flex, ou seja, aceita outras fontes e sempre vai ter um pouco delas”, analisa Pires.



Fonte: Agência Brasil
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