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PDVSA

Produção de petróleo está em queda

04/12/2008 | 03h14

A produção de petróleo da PDVSA é motivo de muita controvérsia no mercado petrolífero e na própria Venezuela. Entidades internacionais e consultores afirmam que a estatal não produz a quantidade que o governo venezuelano informa. O desencontro de informações dá margem para a oposição ao presidente Hugo Chávez contestar os resultados da estatal, as exportações de petróleo e até as reservas internacionais do país.

 

Segundo o próprio governo venezuelano, a PDVSA produziu 3,15 milhões de barris/dia em 2007. Entretanto, para a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep, cartel dos produtores), a produção do país foi um pouco menor, 2,949 milhões de barris/dia. O número mais baixo do mercado é da Agência Internacional de Energia (AIE): 2,35 bilhões de barris diários.

 

Para a BP (ex-British Petroleum), que produz uma das estatísticas mais confiáveis do mercado, a produção venezuelana estava em 2,6 milhões de barris por dia no ano passado, um patamar intermediário entre os números acima. Se esses dados estiverem corretos, esse volume representa queda de 7,2% em relação aos 2,8 milhões de barris/dia produzidos em 2006. Conforme a BP, a Venezuela responde por 3,4% da produção mundial de petróleo.

 

“O problema da economia venezuelana é que não se tem certeza de nada”, disse Franklin Rojas Penso, presidente do Centro de Pesquisas Econômicas (Cieca). O impacto desse tipo de estatística é muito grande na Venezuela, pois o petróleo responde por 95% das exportações e 50% da arrecadação fiscal do país.

 

De acordo com Rojas, não existe uma auditoria confiável dos gastos dos Fundos de Desenvolvimento Social (Fonden) e das reservas internacionais do país. Conforme uma norma do Banco Central da Venezuela (BCV), quando as reservas internacionais atingem um nível “ótimo”, os recursos são transferidos para o Fonden. Rojas ressalta que, se a produção de petróleo estiver incorreto, as reservas internacionais também pode estar erradas.

 

“Se o governo tem razão, as reservas internacionais disponíveis para utilização estão próximas de US$ 60 bilhões. Se as outras fontes estão corretas, não há reservas”, calcula Domingos Felipe Maza Zavala, ex-diretor do BCV. De acordo com o governo venezuelano, o país possui um “colchão” recorde de US$ 72 bilhões que vão ajudar a atravessar a crise financeira global.



Fonte: Valor Econômico
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