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Bolívia

Produção da Petrobras será reduzida e faltará gás em uma semana no Brasil

09/06/2005 | 00h00

O diretor da área internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, admite que a Petrobras terá que reduzir sua produção na Bolívia e que o abastecimento de gás natural no Brasil poderá ser afetado em uma semana.
A redução da produção será necessária em função dos bloqueios a vias de escoamento de combustíveis e a terminais de armazenamento de petróleo feitos pelos manifestantes ligados ao partido Movimiento al Socialismo (MAS), do líder cocalero Evo Morales. Sem poder escoar a produção já armazenada, os terminais não podem receber mais óleo e, portanto, a Petrobras terá que parar de produzir, uma vez que gás natural boliviano é associado ao petróleo, que não terá onde ser estocado. 
Cerveró afirmou, no entanto, que não será necessária uma paralisação total da produção, ainda que o prazo de uma semana seja referente ao período que a Petrobras ainda dispõe para preencher totalmente capacidade de armazenamento de suas instalações na Bolívia.
O executivo negou, entretanto, que instalações da companhia estejam passando por qualquer tipo de perigo e informou que a Petrobras não pretende seguir o exemplo da petroleira espanhola Repsol, que está tirando os funcionários espanhóis de território boliviano. "Nós não estamos fazendo nada disso. Está tudo tranqüilo. Em Santa Cruz (Santa Cruz de la Sierra, cidade onde está instalada a sede da Petrobras na Bolívia) não tem nada", comentou. Segundo Cerveró, a Petrobras Bolívia tem cerca de 2 mil funcionários sendo 30 deles  brasileiros. 
A possibilidade de escasses de gás natural no Brasil já havia sido abordada pelo Ministério das Minas e Energia, que enviou, na noite de quarta-feira (08/06) uma nota oficial informando que o Ministério e as empresas produtoras e distribuidoras de gás natural estão definindo um plano de contingência para o abastecimento de gás natural no país, caso ocorra a interrupção do fornecimento do produto ao Brasil. Segundo a nota, o MME e a Petrobras também estão avaliando sistematicamente a evolução da crise política boliviana e seus efeitos para o Brasil.
As informações foram divulgadas durante a cerimônia de conclusção e entrega da da plataforma P-47, realizada nesta quinta-feira (09/06), no Pier Mauá, no Rio de Janeiro. O evento contou com a presença do presidente Luís Inácio Lula da Silva, da governadora Rosinha Matheus, da Ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, do presidente da Petrobras, José Eduardo Dutra, da diretoria da companhia e de representantes de trabalhadores e empresariado do setor naval e petroleiro.



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