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Recuperação

Produção da Petrobras cresceu 1,4% em setembro

17/10/2006 | 00h00

Depois de apresentar queda em agosto, a produção de petróleo da Petrobras teve recuperação em setembro, crescendo 1,4% em relação ao mês anterior. A média diária foi de 1,788 milhão de barris no mês passado, ante 1,764 milhão em agosto. A média no ano verificada até aqui é de 1,762 milhão de barris/dia.

No exterior, a produção da estatal apresentou variação negativa de 0,7%, caindo de 140,6 mil barris/dia verificado em agosto para 139,6 mil barris/dia em setembro. A média entre janeiro e setembro é de 145,7 mil barris/dia.

A produção interna de gás natural em setembro foi de 42,9 milhões de metros cúbicos/dia, queda de 3% em relação aos 44,2 milhões de metros cúbicos/dia constatados no mês anterior. De acordo com a Petrobras, a variação ocorreu em função, basicamente, de flutuações de demanda do mercado. Neste ano, a média está em 43,9 milhões de metros cúbicos/dia.

A empresa informou que a pequena subida na produção no mês passado se deu pela entrada em operação de três poços situados nos campos de Albacora, Albacora Leste e Caratinga, situados na Bacia de Campos, além do potencial de poços do campo de Golfinho, na Bacia do Espírito Santo.

A produção média total da companhia chegou a 2,305 milhões de barris de óleo equivalente (boe)/dia, ficando estabilizada com pequeno incremento de 0,6% em relação a agosto, que ficou em 2,291 milhões de boe/dia. O dado inclui as produções de óleo e gás somadas, no Brasil e exterior. Considerando apenas a produção de óleo, a média de setembro, contabilizando-se Brasil e outros países, foi de 1,928 milhão de barris/dia, ante 1,904 milhão de barris/dia do mês anterior.

No exterior, o maior volume produzido de petróleo é na Argentina, onde foram retirados, em média, 64,3 mil barris de óleo por dia em setembro, Depois, vem a Colômbia, com 16,7 mil barris/dia e a Venezuela, com 16,2 mil barris/dia. Esses volumes são referentes à parcela da estatal em cada associação antes da retirada de royalties ou participação governamental.

Queima de gás. A Petrobras divulgou nota ontem retificando dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) referentes à produção e queima de gás natural pela empresa em agosto. Pelos dados da Petrobras, em agosto a queima de gás natural oscilou em torno de 5,3 milhões de metros cúbicos diários, queda de 600 mil metros cúbicos em relação ao observado em julho.

A ANP informou que o volume de queima teria sido em torno de 8 milhões de metros cúbicos em agosto, conforme a Agência Estado divulgou na sexta-feira, com base nos dados da agência reguladora. A ANP admitiu que houve falhas na divulgação dos dados e está retificando os números.

Na nota encaminhada, a Petrobras informou que a queima de gás natural ocorre principalmente pelo fato de o gás estar associado ao petróleo em muitos campos produtores. "Quando o petróleo é extraído, parte do gás (que não pode ser comprimido por gasodutos até seu ponto de consumo) é reinjetado nos reservatórios, mantendo a pressão dos poços. O gás também é utilizado durante o processo industrial na geração de energia por meio de turbo-geradores. O que não pode ser reinjetado nem comprimido é queimado", explica a empresa.

A Petrobras acrescenta que com a implementação do Plano de Otimização do Aproveitamento de Gás (POAG) de 2001 até hoje "o país já deixou de queimar cerca de 3,5 milhões de metros cúbicos diários de gás natural". Com a entrada de grandes sistemas em produção "há um aumento temporário, que varia de dois a quatro meses, na queima de gás em função do processo de instalação dos equipamentos de geração e compressão de gás", esclarece a nota.

Ministro descarta mais anidro na gasolina

O ministro da Agricultura, Luís Carlos Guedes Pinto, disse ontem que a mistura do álcool anidro à gasolina, hoje em 20%, "dificilmente" voltará aos 25% em 1º de novembro, como querem os usineiros. Segundo o ministro, o governo ainda avalia a proposta feita pelo setor sucroalcooleiro na última semana, na qual o setor garantiria o abastecimento durante a entressafra de cana-de-açúcar - entre dezembro de 2006 e abril de 2007 -suficiente para manter a mistura.

Outro fator, de acordo com Guedes, é o prazo de 20 a 30 dias que a Petrobras precisa para reorganizar o processo de refino e de logística para o aumento de cinco pontos porcentuais na mistura do anidro à gasolina.

Conselho. O governo sequer marcou ainda a reunião do Conselho Interministerial do Açúcar e do Álcool (Cima), responsável pela decisão final sobre aumento ou redução na mistura. "Então a demanda do setor para 1º de novembro é muito difícil de ser atendida", explicou o ministro, que participou, pela manhã, da abertura da 9ª Conferência Internacional de Proteção de Produtos Armazenados, em Campinas (SP).

O ministro negou que tenha sido preterido pelos usineiros, que procuraram a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, para solicitarem um novo aumento na mistura, apesar de ela não integrar o Cima. "Eu participei da reunião com ministra e antes dela eu me reuni com o setor (sucroalcooleiro) no Ministério da Agricultura", disse. "Além disso, a ministra Dilma já foi das Minas e Energia e tem participação fundamental para a política de agroenergia do governo federal", concluiu.

A mistura do anidro à gasolina, que por lei varia de 20% a 25%, foi reduzida para o piso em fevereiro a pedido dos usineiros deste ano após a iminente crise de desabastecimento do álcool em virtude do aumento da demanda ante a queda da produção. Desde setembro, os usineiros dizem ter condições para o retorno aos 25%.



Fonte: Jornal do Commercio
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