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Energia

Primeira obra que aumenta a segurança energética durante a Copa será entregue este ano

12/09/2011 | 17h11
A subestação Piratininga II, primeira obra definida como prioritária pelo Grupo de Trabalho Copa do Mundo (GT Copa) para dar mais segurança ao suprimento energético durante o evento deve ser entregue até o fim deste ano.

Localizada em Interlagos, zona sul da capital, a subestação vai aliviar a carga de Bandeirantes (a mesma subestação que provocou o blecaute de fevereiro) e ampliar a confiabilidade do fornecimento de energia em toda a região. As obras, de acordo com a Secretaria de Energia, estão rigorosamente dentro do prazo previsto no cronograma.

Além de Piratininga II, orçada em cerca de R$ 200 milhões, as demais obras definidas pelo GT Copa como prioritárias na Grande São Paulo são: a subestação Jandira (que vai reforçar o suprimento nos municípios localizados na região oeste da grande São Paulo, cuja entrega está prevista para este ano); duas linhas de transmissão (uma atravessando Mogi das Cruzes e Itaquaquecetuba, na região nordeste da Região Metropolitana, e outra cruzando Embú e Alto da Serra, na região sul); e uma estação transformadora de distribuição (ETD) na região da avenida Juscelino Kubitschek.

O GT Copa é coordenado pelo Operador Nacional do Sistema (ONS) e, além da Secretaria de Energia, tem a participação da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), AES Eletropaulo, CPFL e Bandeirantes (distribuidoras), e das transmissoras Furnas e Cteep.

As subestações em construção, de propriedade da Cteep, serão interligadas pela AES Eletropaulo em fevereiro de 2012. Em paralelo, a distribuidora está construindo a ETD Juscelino, prevista anteriormente para 2015, mas que foi antecipada para 2013.


Além da Copa

O Secretário de Energia, José Aníbal, afirma que, além da Copa, estas obras servirão para aumentar a confiabilidade do sistema de forma perene. “Também estamos pedindo que as 16 subestações da região sejam interligadas fisicamente e manobradas remotamente. Interligadas, essas subestações teriam uma capacidade de 20 mil megawatts (MW), enquanto que a demanda da região é de 10 a 12 mil MW. Ou seja, haveria folga no sistema e os desligamentos seriam menos freqüentes e, em teoria, de menor duração”, diz.

O secretário explica ainda que, além das obras, várias outras demandas já estão concluídas. Por exemplo, a definição do mercado das distribuidoras para 2014 com foco na Copa. O GT Copa também já está na fase final da identificação de equipamentos em instalações estratégicas que estejam com vida útil avançada, assim como está definindo o atendimento elétrico ao estádio de Itaquera nos aeroportos de Guarulhos, Viracopos e Congonhas.


Fonte: Redação
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