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Bolívia

Presidente nomeia novo ministro de hidrocarbonetos

24/01/2006 | 00h00

O presidente da Bolívia, Evo Morales, nomeou o ministro de hidrocarbonetos do país a Andrés Soliz Rada, em substituição a Mauricio Medinaceli, informou o serviço de notícias do governo, ABI.

Soliz é advogado e colunista do meio boliviano El Diário. Escreveu diversos livros e ensaios sobre o tema dos hidrocarbonetos, nos que criticou duramente a privatização e o modelo de desenvolvimento neoliberal de Washington, disse a BNamericas uma fonte do Ministério de Hidrocarbonetos.

O novo ministro também foi parlamentar do partido nacionalista Condepa entre 1993 e 1997, tempo em que apresentou um projeto de lei anti-corrupção que teria motivado a investigação sobre fortunas adquiridas através de meios suspeitosos, ainda que a iniciativa legal tenha sido aprovada, segundo a fonte.
    
Além do mais, Soliz foi membo da comissão de transição do governo de Morales a respeito dos hidrocarbonetos, informou a imprensa local.

O antecessor de Soliz, Medinaceli, entregou a informação à comissão de transição durante as três semanas e seis reuniões efetuadas antes de deixar o cargo, antecipou a ABI.

Os temas mais importantes que Medinaceli discutiu coma a comissão foram o transporte de hidrocarbonetos, os incentivos apra investir em campos marginais e os preços do combustível de aviação, revelou a ABI.

Um dos temas de mais importantes que enfrentará Soliz em seu cargo é o das exportações de gás natural para Argentina e Brasil, e em particular a intenção do governo de Morales de aumentar os preços do gás que se exporta a Argentina.

Soliz necessitará, ainda, que resolver o tema da migração de contratos nas mãos de petroleiras estrangeiras a novos contratos em virtude da controvertida nova lei de hidrocarbonetos. Esta, que foi aprovada no ano passado, estipula uma taxa combinada de impostos e regalias de 50% sobre a produção de hidrocarbonetos, mas até a data as empresas se negaram a aceitar as novas condições.

Soliz também terá que estudar as propostas relativas à maneira de resolver o desabastecimento interno do diesel e gás liqüefeito de petróleo (GLP), acrescenta a ABI.

Morales prometeu nacionalizar a indústria de hidrocarbonetos e fortalecer a petroleira estatal YPFB, mas ainda não está claro que passos dará seus governo nesta direção.

Morales, o canditado do partido socialista boliviano MAS, ganhou a eleição nacional em dezembro com 54% dos votos, dando a seu partido a maioria no Congresso. Após reunir-se com chefes de estado da Europa, Ásia outros países latino-americanos, Morales assumiu o poder em 22 de janeiro.

Assim, se converteu no primeiro presidente indígena da Bolívia e prometeu reverter "500 anos de discriminação".

Em seu discurso inaugural, Morales voltou a destacar a necessidade de aumentar a participação do Estado no setor energético e de sócios estrangeiros em lugar de donos estrangeiros no exploração dos recursos naturais da Bolívia, publicou a ABI.

Morales também fez público seu respaldo a proposta energética regional Petroamérica, idealizada pelo presidente venezuelano, Hugo Chávez.

O novo presidente tem uma estreita amizade com Chávez e com o líder cubano Fidel Castro. Washington observa de perto dado que no passado Morales se opôs aos esforços norte-americanos de erradicar as plantações de coca na Bolívia.



Fonte: BNamericas
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