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Energia elétrica

Preocupante: queda de 2,5% no consumo de energia em julho

21/07/2017 | 14h26
Preocupante: queda de 2,5% no consumo de energia em julho
Divulgação Divulgação

Dados coletados entre os dias 1º e 18 de julho apontam quedas de 2,5% no consumo e de 2,1% na geração de energia elétrica no país, na comparação com o mesmo período do ano passado. As informações constam na mais recente edição do boletim InfoMercado Semanal Dinâmico, da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE, que traz dados prévios de geração e consumo de energia, além da posição contratual líquida atual dos consumidores livres e especiais.

Em julho, foram consumidos 56.307 MW médios no Sistema Interligado Nacional – SIN, montante de energia 2,5% inferior aos 57.740 MW médios consumidos nos mesmos dias de 2016. O Ambiente de Contratação Regulado – ACR (cativo), no qual os consumidores são atendidos pelas distribuidoras, apresentou queda de 7,4% no consumo, número impactado diretamente pela migração de consumidores para o mercado livre (ACL). Caso esse movimento dos agentes fosse desconsiderado, haveria queda de 1,8% no consumo no período.

No Ambiente de Contratação Livre – ACL, no qual as empresas compram energia diretamente dos fornecedores, o consumo apresentou elevação de 10,6%, índice que já considera as novas cargas vindas do mercado cativo (ACR). Sem a migração, o ACL teria queda de 4,4% no consumo.

Dentre os ramos da indústria avaliados pela CCEE, incluindo dados de autoprodutores, varejistas, consumidores livres e especiais, os maiores índices de aumento no consumo de energia no período pertencem aos segmentos de comércio (79,6%), telecomunicações (67,5%) e saneamento (50,8%), valores também impactados pelo movimento de migração dos consumidores para o mercado livre.

Já os números da geração de energia no Sistema indicam queda de 2,1% na produção das usinas que entregaram 58.820 MW médios no período analisado, índice explicado pelo desempenho inferior (-11,5%) na produção das usinas hidráulicas, incluindo as Pequenas Centrais Hidrelétricas. A geração das térmicas cresceu 21%, principalmente em razão do desempenho positivo de usinas termelétricas a gás (+47,6%) e térmicas nucleares (+35%). Outro destaque no período é o aumento de 29% na geração das usinas eólicas do SIN.

O InfoMercado Dinâmico também apresenta estimativa de que as usinas hidrelétricas integrantes do Mecanismo de Realocação de Energia – MRE gerem, em julho, o equivalente a 66,85% de suas garantias físicas, ou 38.740 MW médios em energia elétrica. Para fins de repactuação do risco hidrológico, o percentual foi de 71,63%.

 



Fonte: Redação/Assessoria CCEE
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