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Ceará

Premium II fica sem destaque

29/07/2011 | 09h51
O arrastamento dos processos para o início das obras da Refinaria Premium II, no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp), refletiu nos planos da Petrobras para o período de 2011-2015, em relação ao empreendimento. A estatal se recusou a informar quanto que planeja investir na refinaria cearense no período, mas o Plano de Negócios (PN) aprovado na última sexta-feira (22) mostra que o projeto terá um destaque menor em relação a outras plantas que estão sendo ou que serão construídas no País.

A Petrobras construirá, até 2020, quatro novas unidades de refino: Refinaria Nordeste (RNE, também chamada Abreu e Lima), em Pernambuco, o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), a Premium I, no Maranhão, e a Premium II, no Ceará, todas em estados diferentes de evolução, sendo a cearense a que se encontra menos avançada.

CE sem destaque

Os dados plano estratégico que foram apresentados pelo presidente da companhia, Sérgio Gabrielli, na última quarta-feira a empresários de São Paulo, trazem a afirmação: "Destaca-se no PN 2011-15 os investimentos da RNE, 1º trem do Comperj e 1º trem da Premium I". Os trens informados referem-se às primeiras fases de refino destas unidades. Neste ponto, entretanto, o plano não cita a Premium II, apesar de manter o cronograma de início da operação para 2017. "Conforme divulgado na última sexta-feira, a única alteração no cronograma das novas refinarias ocorreu na Premium I, no Maranhão, que teve a data de partida postergada de 2014 para 2016. As outras refinarias têm seu cronograma inalterado, incluindo a Premium II, no Ceará", reforçou a assessoria de imprensa da estatal em nota.

Sem investimento

Matéria publicada no jornal Valor Online, na última terça-feira, corrobora com a previsão de um menor destaque à unidade cearense. A reportagem afirma que Gabrielli, em teleconferência com analistas, disse que a refinaria Abreu e Lima e a Comperj iriam consumir 80% dos US$ 35 bilhões destinados à construção de novas refinarias no Plano de Negócios 2011-2015, e que os 20% restantes ficariam com a Premium I, no Maranhão, cujos recursos seriam utilizados na terraplanagem do terreno.

Por meio de sua assessoria de imprensa, a Petrobras diz que quem deu as informações foi o jornal, e não a companhia, reforçando que os dados estariam errados. Contudo, a empresa não informou quanto que, dos US$ 35 bilhões, iria para a usina cearense, nem quanto viriam ao Ceará. "Ainda não temos os valores por estado. O presidente Gabrielli disse exatamente isso sobre o Comperj ontem. Quando ele diz ´não sabemos´, quer dizer que não temos o valor fechado. O motivo é que ´as licitações são feitas ao longo da obra, e a Petrobras busca sempre os melhores custos, ainda que isso exija reabrir licitações que a Companhia não considere vantajosas´, disse a assessoria.

Entretanto, mesmo afirmando que não possui os valores por Estado, o presidente realizou apresentações nesta semana nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo, detalhando projetos e investimentos em cada uma destas unidades da Federação. Em São Paulo, serão US$ 20,9 bilhões até 2015 e, no Rio, US$ 107,7 bilhões. Os dois estados serão os maiores beneficiados com recursos da companhia. O Nordeste, neste período, ficará com US$ 45,4 bilhões.

Atraso

As refinarias de Pernambuco e do Rio de Janeiro estão em fase de implantação. A pernambucana será inaugurada em 2012 e a fluminense terá seu primeiro trem em operação em 2013. O primeiro trem da Premium I, do Maranhão, operará em 2016, e a usina está em processo de terraplanagem. A Premium II só possui a Licença Prévia (LP) emitida, que aprova o empreendimento e sua localização. Para iniciar as obras, é preciso a Licença de Instalação (LI), pela Superintendência Estadual do meio Ambiente (Semace). A Petrobras, entretanto, ainda não solicitou este licenciamento e esclareceu, também, através da assessoria de imprensa, que "aguarda a liberação do terreno pelo Governo do Estado do Ceará" para realizar o pedido. O terreno ainda não está completamente desapropriado, havendo impasse a ser resolvido em relação a 50 hectares. Segundo a assessoria de imprensa da Procuradoria Geral do Estado (PGE), a questão continua em aberto, e ainda será acertada uma reunião com os proprietários das áreas para buscar uma solução. A reunião ainda não tem data.

A ser aplicado

35 bi de reais é o valor destinado à construção das refinarias, porém, nenhum investimento foi ainda especificado para o Ceará



Fonte: Diário do Nordeste
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