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Petroquímica

Preços da nafta acumulam valorização de 20% em 2012

21/03/2012 | 16h06
Os preços da nafta seguem firmes neste primeiro trimestre. No acumulado do ano até ontem, as cotações acumulam valorização de 20%, em linha com as cotações do petróleo no mercado internacional, que registram elevação de 15,8% (tipo Brent) no mesmo período. O preço da nafta encerrou ontem a US$ 1.071 a tonelada, de acordo com levantamento do 'Valor Data'. Os contratos do petróleo Brent (segunda posição) fecharam a US$ 123,72.

De acordo com Otávio Carvalho, diretor da consultoria Maxiquim, além da valorização do petróleo, as paradas de algumas refinarias da região da Costa Leste americana também deram suporte às cotações da matéria-prima. "São refinarias importantes, que juntas representam metade da capacidade de refino da Costa Leste, somada a uma nas Ilhas Virgens, que também atende essa região", disse Carvalho.

Ele ressaltou, contudo, que a região da Costa Leste não é a mais importante em termos de produção de combustíveis - que fica a cargo da região do Golfo do México -, mas é relevante no consumo. "E a logística para atender essa região tem impacto sobre os preços dos derivados em todo o país. Isso, obviamente, gera mudanças no mercado de outros derivados de petróleo nos EUA e, por consequência, no mundo".

"Vemos com preocupação o aumento dos preços da matéria-prima [nafta]", afirmou ao 'Valor' José Ricardo Roriz Coelho, presidente da Abiplast (Associação Brasileira da Indústria de Plásticos). A produção nacional de plástico recuou 1,5% em 2011, mas a expectativa neste ano é de recuperação do setor.

Pela primeira vez nos últimos oito anos, o mercado de resinas termoplásticas não cresceu no Brasil. Em 2010 e 2011, o consumo no país ficou em 4,9 milhões de toneladas. A Braskem adquire cerca de 70% da nafta que consome da Petrobras. O restante é importado pela petroquímica diretamente de fornecedores de países da África, da Argentina, do México e da Venezuela.

As indústrias de transformação, a chamada terceira geração do setor petroquímico, têm expressado nos últimos meses preocupação com o rumo do setor, uma vez que parte do segmento está perdendo competitividade. A perda da competitividade tem sido reforçada pelos elevados volumes de transformados plásticos importados. O setor plástico é o terceiro maior empregador do país, com 357 mil postos em 2011, de acordo com a Abiplast.

Para este ano, a Associação Brasileira dos Distribuidores de Resinas e Bobinas Plásticas de BOPP e BOPET (Adirplast) espera um crescimento de 5% na comercialização de resinas pelas empresas distribuidoras.


Fonte: Valor Econômico
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