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Álcool

Preço segue firme mesmo com colheita de cana

07/03/2006 | 00h00

Os preços do álcool anidro (misturado à gasolina) e hidratado (combustível) voltaram a subir na semana passada nas usinas paulistas ainda como reflexo dos estoques ajustados nesta entressafra, de acordo com levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

A média estadual do litro do anidro chegou a R$ 1,17688 (sem impostos) no dia 3 de março, alta de 2,4% em relação à semana anterior. O hidratado atingiu R$ 1,20038 (sem impostos), aumento de 4,1% em igual comparação. A variação, contudo, foi menor que a observada nas últimas semanas, segundo Miriam Bacchi, do Cepea.

Nos postos de combustíveis, o litro do hidratado está entre R$ 1,99 e R$ 2, conforme o Sindicato do Comércio Varejista de Petróleo do Estado de São Paulo (Sincopetro).

A expectativa é que os preços continuem firmes nesta semana por conta da menor oferta, mesmo com o início da safra 2006/07. "Ainda é difícil avaliar se a produção de março será suficiente para pressionar os preços", disse Bacchi.

A oferta de álcool da nova safra só será mais significativa a partir da primeira quinzena de abril. As usinas trabalham com estoques de passagem em torno de 1,5 bilhão de litros para o início deste mês. Em abril, este estoque cairá para algo em torno de 400 milhões a 500 milhões de litros, segundo Antonio de Padua Rodrigues, diretor técnico da União da Agroindústria Canavieira de São Paulo (Unica).

Neste mês, cerca de 25 usinas das 250 do Centro-Sul estarão em operação, com uma produção estimada em 40 milhões de litros. A expectativa é que na primeira quinzena de abril a produção atinja cerca de 400 milhões de litros.

Os recentes reajustes nos preços dos combustíveis já se refletem nas bombas. O consumo de álcool em São Paulo caiu 25% desde o dia 1º de março, segundo José Gouveia, presidente do Sincopetro. O Sindicato Nacional das Distribuidoras de Combustíveis (Sindicom) estima recuo de até 50% em todo o país. Dados da Unica mostram que as vendas de álcool das usinas às distribuidoras foram de 1,05 bilhão de litros em janeiro, 14% menos que em dezembro. As vendas médias em 2005 foram de 1,14 bilhão de litros por mês.

José Carlos Pinheiro Neto, vice-presidente da GM no Brasil, notou que a alta do álcool não se refletiu nas vendas de veículos bicombustível. Em fevereiro, elas somaram 93 mil unidades (213% mais que em fevereiro de 2005), 76,6% do total de veículos negociados no mês.



Fonte: Valor Econômico
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