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Mercado

Preço do petróleo cai com decisão do Irã

16/11/2004 | 00h00

O preço do petróleo em Nova York chegou à cotação de US$ 45,25 nesta segunda-feira, o patamar mais baixo em dois meses, depois que o Irã, o segundo maior produtor da Opep (Organização dos Países Produtores de Petróleo), ter dito que suspenderá o enriquecimento de urânio - material que pode ser usado em armas nucleares. Também contribuíram para a queda previsões de um tempo mais quente nos EUA e uma iniciativa do governo da Nigéria, oitavo maior exportador de petróleo do mundo, para evitar uma greve geral.
No final do dia, o barril do WTI para entrega em dezembro ganhou algum fôlego e fechou com queda de 0,95%, cotado a US$ 46,87. Em Londres, o barril do Brent também para dezembro encerrou o dia com desvalorização de 4,66%, a US$ 40,34.
O Irã disse à Organização das Nações Unidas que concordou com uma proposta da União Européia de voluntariamente parar de enriquecer urânio a partir de 22 de novembro. Os EUA haviam pedido para o Conselho de Segurança da ONU para impor sanções globais sobre o país.
"O anúncio iraniano é um grande passo para se reduzir as tensões na região e há alguma movimentação na questão palestina", disse Carl Larry, diretor associado de futuros de energia do Barclays Capital, acrescentando que iniciativas no Oriente Médio podem ajudar a reduzir o ágio de risco que levou os preços do petróleo às alturas.
Já os serviços de meteorologia dos EUA informaram que o frio no Nordeste do país provavelmente terminará na metade da semana e grandes cidades como Nova York de Boston teriam temperaturas próximas do normal por volta da sexta-feira. Essa é a região do mundo que mais consome óleo para calefação, utilizando cerca de 70% da oferta doméstica do produto.
Na Nigéria, o governo concordou em reduzir os preços nas bombas de gasolina em 8% e pediu aos sindicatos para cancelar uma greve geral com início marcado hoje. Os sindicalistas fizeram ontem uma reunião de emergência para considerar a iniciativa do governo e decidiram suspender a paralisação. "Se o petróleo continuar a jorrar, vemos espaço para uma maior queda de preços", disse Tim Evans, analista da IFR Energy Services. "Quando olhamos para o primeiro e segundo trimestres de 2005, vemos um superávit na relação entre oferta e demanda", acrescenta o analista.
A ausência de compradores chineses no mercado nas últimas semanas também contribuiu para a queda nos preços, embora traders terem dito que eles haviam retornado comprando petróleo para entrega em janeiro.
Os estoques do petróleo comercial nos EUA subiram por volta de 22 milhões de barris nas últimas sete semanas, com a produção da Opep em seu maior volume nos últimos 25 anos. Contudo, as reservas de óleo para aquecimento nos EUA, Alemanha e Japão estão bem mais baixas do que o normal para esta época do ano, o que tem gerado temores de dificuldades no abastecimento caso o inverno venha cedo ou seja rigoroso.
O otimismo do mercado eclipsou um ataque no Iraque ontem, quando quatro bombas explodiram perto de poços petrolíferos na região de Kirkuk. Apesar das recorrentes sabotagens, o Iraque bombeou 2,25 milhões de barris por dia em outubro, o maior volume desde abril, segundo pesquisa da Bloomberg.



Fonte: Valor Econômico/Ag.
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