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Petróleo

Preço do barril cearense quase dobra em 3 anos

16/08/2013 | 11h09

 

O preço do barril de petróleo produzido no Ceará quase dobrou em três anos. De acordo com o Anuário Estatístico da Agência Nacional de Petróleo (ANP) 2013, o barril acumulou inflação de 95,4% entre 2009 e 2012, chegando, ano passado, ao valor de R$ 193,61. Um dos impactos desse aumento, entretanto, foi positivo para o estado e para cerca de 800 prefeituras cearenses: garantiu a elevação do valor recebido com royalties.
De acordo com a ANP, foi a elevação do preço do barril que permitiu que os valores recebidos em compensações financeiras pela exploração do petróleo fossem incrementados nesse período, uma vez que o Ceará vem em uma vertiginosa queda na produção de óleo desde os últimos dez anos.
"O cálculo dos royalties varia não apenas com a produção de petróleo e gás natural do período, mas também com o preço de referência deles", justificou o órgão, por meio de sua assessoria de imprensa. "Houve um aumento significativo nos preços de referência entre 2009 e 2012, o que explica o aumento da arrecadação de royalties apesar da queda na produção", complementou a ANP.
Em 2009, o preço médio do barril de petróleo no Ceará era de R$ 99,07. Esse valor subiu ano a ano e, em 2012, chegou a R$ 193,61, representando o acréscimo de 95,4% no período. O aumento, entretanto, foi acompanhado por todos os estados produtores de óleo. Mesmo com o elevado índice de aumento, o Ceará registrou, no ano passado, o menor preço para o barril no País - pela primeira vez em, pelo menos, 10 anos. O barril mais caro em 2012 foi o de São Paulo, custando R$ 221,23 em média. Já o preço médio de referência para mil metros cúbicos de gás natural, no Ceará, passou de R$ 539,67, em 2009, para R$ 799,43 no ano passado, uma elevação de 48%.
Ao contrário do preço do barril de petróleo cearense, o gás natural do Estado foi, em 2012, o segundo mais caro do Brasil, abaixo apenas do praticado no Rio Grande do Norte (R$ 940,81). O mais barato foi o de São Paulo, custando R$ 283,02 em média.
Destaque também para o preço comercializado no Maranhão (R$ 285,49), que pela primeira vez produziu gás natural.
Royalties
O estado do Ceará e os municípios beneficiados receberam, no ano passado, R$ 53,03 milhões em royalties, um acréscimo de 26% sobre o ano anterior.
Ao contrário do ocorrido com a produção de petróleo e gás, a arrecadação dessas compensações financeiras cresceu em relação ao registrado dez anos atrás, quando o Ceará somava R$ 33,51 milhões.
Proprietários de terra
Além de estados e municípios, alguns proprietários de terra também recebem quantias financeiras pela exploração de petróleo e gás, por meio da participação sobre a produção.
No ano passado, quatro proprietários foram beneficiados com os recursos, dividindo um total de R$ 840,16 mil.
Há dez anos, esse valor era bem semelhante, chegando a R$ 803,99 mil, entretanto o valor compartilhado entre apenas dois proprietários.

O preço do barril de petróleo produzido no Ceará quase dobrou em três anos. De acordo com o Anuário Estatístico da Agência Nacional de Petróleo (ANP) 2013, o barril acumulou inflação de 95,4% entre 2009 e 2012, chegando, ano passado, ao valor de R$ 193,61. Um dos impactos desse aumento, entretanto, foi positivo para o estado e para cerca de 800 prefeituras cearenses: garantiu a elevação do valor recebido com royalties.


De acordo com a ANP, foi a elevação do preço do barril que permitiu que os valores recebidos em compensações financeiras pela exploração do petróleo fossem incrementados nesse período, uma vez que o Ceará vem em uma vertiginosa queda na produção de óleo desde os últimos dez anos.


"O cálculo dos royalties varia não apenas com a produção de petróleo e gás natural do período, mas também com o preço de referência deles", justificou o órgão, por meio de sua assessoria de imprensa. "Houve um aumento significativo nos preços de referência entre 2009 e 2012, o que explica o aumento da arrecadação de royalties apesar da queda na produção", complementou a ANP.


Em 2009, o preço médio do barril de petróleo no Ceará era de R$ 99,07. Esse valor subiu ano a ano e, em 2012, chegou a R$ 193,61, representando o acréscimo de 95,4% no período. O aumento, entretanto, foi acompanhado por todos os estados produtores de óleo. Mesmo com o elevado índice de aumento, o Ceará registrou, no ano passado, o menor preço para o barril no País - pela primeira vez em, pelo menos, 10 anos. O barril mais caro em 2012 foi o de São Paulo, custando R$ 221,23 em média. Já o preço médio de referência para mil metros cúbicos de gás natural, no Ceará, passou de R$ 539,67, em 2009, para R$ 799,43 no ano passado, uma elevação de 48%.


Ao contrário do preço do barril de petróleo cearense, o gás natural do Estado foi, em 2012, o segundo mais caro do Brasil, abaixo apenas do praticado no Rio Grande do Norte (R$ 940,81). O mais barato foi o de São Paulo, custando R$ 283,02 em média.


Destaque também para o preço comercializado no Maranhão (R$ 285,49), que pela primeira vez produziu gás natural.



Royalties


O estado do Ceará e os municípios beneficiados receberam, no ano passado, R$ 53,03 milhões em royalties, um acréscimo de 26% sobre o ano anterior.


Ao contrário do ocorrido com a produção de petróleo e gás, a arrecadação dessas compensações financeiras cresceu em relação ao registrado dez anos atrás, quando o Ceará somava R$ 33,51 milhões.



Proprietários de terra


Além de estados e municípios, alguns proprietários de terra também recebem quantias financeiras pela exploração de petróleo e gás, por meio da participação sobre a produção.


No ano passado, quatro proprietários foram beneficiados com os recursos, dividindo um total de R$ 840,16 mil.


Há dez anos, esse valor era bem semelhante, chegando a R$ 803,99 mil, entretanto o valor compartilhado entre apenas dois proprietários.

 



Fonte: Diário do Nordeste
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