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Petroquímica

Preço da nafta deve permanecer alto

13/05/2011 | 09h53
O preço da tonelada da nafta, derivado do petróleo utilizado como matéria-prima na indústria petroquímica, subiu 14% no primeiro trimestre de 2011, segundo a Braskem. No mesmo período, a petroquímica reajustou o preço das resinas que usam a nafta como matéria-prima em 7%, comprimindo a margem da companhia.
 

Mesmo com o repasse limitado, o mercado brasileiro de resinas termoplásticas encolheu 9% em relação ao quarto trimestre do ano passado, para um volume de 1,17 milhão de toneladas.
 

De acordo com o presidente da Braskem, Carlos Fadigas, os clientes resistiram ao reajuste e utilizaram os estoques no período. "As compras diminuem enquanto o mercado tenta antecipar o que vai acontecer com os preços", afirmou. Ele também apontou o Carnaval tardio de 2011 como um fator de atraso para o consumo.
 

A perspectiva para o segundo trimestre ainda é de alta nos preços da nafta. A média dos primeiros meses do ano foi de US$ 906, mas o valor chegou a passar de US$ 1,1 mil recentemente, segundo Fadigas. "Não temos como prever, mas, pelo comportamento de preços até agora, há uma tendência de média superior a do trimestre anterior."
 
 
A situação do mercado internacional sinaliza para novos reajustes nas resinas. "A elevação do preço da nafta indica que teremos que continuar subindo nossos preços, mas ainda não é possível precisar em quanto", disse Fadigas.
 

Mesmo com o resultado do primeiro trimestre, Fadigas manteve a projeção de crescimento entre 8% e 10% no ano do mercado doméstico para resinas. "Essa desestocagem volta como demanda ao longo do ano", considerou, acrescentando que espera que, com o fim da volatilidade, o mercado assimile novos preços.
 

Sobre o projeto da primeira unidade de acrílico no Brasil, Fadigas disse que quer definir no prazo de 60 a 90 dias se vai fechar contrato com a Basf ou a Elekeiroz para fornecimento de propeno. Os grupos brasileiro e alemão dependem do insumo, fornecido apenas pela Braskem no Brasil, para concretizar o plano de construir um complexo de acrílico na Bahia.


Fonte: Valor Econômico
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