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Álcool

Pouca verba para pesquisas com cana

13/04/2006 | 00h00

Os recursos disponíveis para pesquisas no setor sucroalcooleiro não estão em linha com a atual pujança dos mercados de açúcar e álcool. As usinas do país têm destinado, em média, 0,25% do faturamento bruto para pesquisas, sendo que há duas décadas o percentual chegava a 2%, segundo pesquisadores ouvidos pelo Valor.

"Os investimentos em pesquisas ficaram limitados", afirmou Nilson Baeta, diretor superintendente do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC). Maior produtor e exportador de açúcar do mundo, o Brasil também está na ponta em pesquisas para o setor sucroalcooleiro. Contudo, o país pode perder espaço caso tire o pé da pesquisa, lembrou Isaías Macedo de Carvalho, pesquisador do Núcleo Interdisciplinar de Planejamento em Energia (Nipe) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

"Os recursos para pesquisas respondiam por 2% do total do faturamento das usinas e começaram a cair gradualmente", confirmou Macedo. Macedo e Baeta participaram ontem (dia 12) do seminário "Perspectivas Industriais para o Bioetanol", promovido pelo Instituto Uniemp, em São Paulo.

Quando ainda era controlado pela Copersucar, o CTC lançou 60 variedades de cana, das quais 34 têm patentes com direitos autorais, afirmou Tadeu Andrade, diretor do centro. Sob nova gestão desde 2005, o CTC lançou mais cinco novas variedades. Neste ano, outras quatro com ganhos de produtividade serão colocadas no mercado. No ano passado, o orçamento para pesquisas do CTC ficou em R$ 30 milhões. "Para este ano estamos definindo um orçamento em torno de R$ 42 milhões", isse.

Apesar do aumento do desembolso, Andrade concordou que o valor ainda é "insignificante". Conforme ele, a captação de recursos depende do aumento do número de usinas associadas ao CTC. Hoje há 103 usinas e 29 entidades de classe participantes, que representam 50% da produção de cana-de-açúcar do país.

As empresas Alellyx e CanaVialis, controladas pela Votorantim Novos Negócios, tiveram um orçamento de R$ 18 milhões para pesquisas com cana em 2005, segundo Jesus Ferro, diretor da Alellyx. Criadas há quatro anos, as empresas têm 3 milhões de plantas em pesquisa e devem lançar nos próximos anos novas variedades de cana. "O desenvolvimento de uma variedade demora de dez a 15 anos. Queremos reduzir esse período para sete a 10 anos", disse.



Fonte: Valor Econômico
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