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Combustíveis

Postos do Paraná e SC registram falta localizada de gasolina

04/04/2011 | 10h02
O aumento na demanda por gasolina provocou falta localizada do combustível em postos do Paraná e Santa Catarina. O problema começou há alguns dias e pode estar ligado tanto ao aumento no preço do etanol, que provocou migração no consumo dos donos de carros bicombustível, como a paralisações na refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária (PR).
 

A Petrobras não comentou o assunto, mas o vice-presidente do Sindicombustíveis no Paraná, Durval Garcia, disse que a Repar não está refinando desde a segunda semana de março, quando deslizamentos de terra no litoral do Paraná afetaram tubulações de petróleo. "Vendo mais diesel porque meu posto fica em rodovia, mas tenho conhecidos que ficaram sem gasolina em fins de semana", contou Garcia, que atua na região de Londrina, Norte do Estado.
 

O abastecimento dos postos nos dois Estados, segundo ele, passou a ser feito por refinarias de São Paulo e do Rio Grande do Sul. "Falta pouco para virar um caos", disse o frentista de um posto de gasolina de Curitiba que ficou sem gasolina em um domingo. Quem chegava para abastecer o carro no local recebia a informação de que não havia mais o produto porque ninguém mais queria comprar etanol. Garcia diz que há 20 dias tem comprado o dobro de gasolina, que respondia por 45% das vendas e agora responde por 90%.
 

O caso não é resolvido apenas com a reprogramação de estoques pelos postos de combustível. Em Santa Catarina há alguns postos trabalhando com limite nas vendas de gasolina por consumidor. Segundo um empresário do setor, houve descompasso entre a previsão de vendas para o primeiro trimestre e a demanda, que cresceu em função do preço do etanol.
 

Segundo este empresário catarinense (dono de uma rede de postos), a BR Distribuidora teria imposto limite para a entrega de gasolina. Nos locais em que o consumo ultrapassava a cota, houve falta do combustível. A expectativa é que a situação se normalize nos próximos dias. Com o aumento da demanda, houve aumento de 10% na previsão de encomenda de combustível para o segundo trimestre do ano.
 

Além de Paraná e Santa Catarina, há preocupações em outros Estados. No Rio Grande do Sul, o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis do Estado (Sulpetro), Adão Oliveira, admite que há risco de faltas "isoladas" de gasolina nos próximos dias. Até agora, porém, os postos gaúchos estão recebendo o produto normalmente.
 

Segundo Oliveira, na semana passada os postos do Rio Grande do Sul chegaram a pagar às distribuidoras R$ 2,46 pelo litro do etanol, alta de 24% sobre a semana anterior, e R$ 2,47 pela gasolina. Com isso, em alguns casos os preços dos dois combustíveis chegaram a empatar nas bombas. "Isso nunca havia acontecido antes", diz ele.
 

Conforme a Agência Nacional de Petróleo, o preço médio do etanol ao consumidor em Porto Alegre subiu de R$ 2,209 para R$ 2,464 por litro desde o início de março até a semana de 20 a 26 do mês, uma alta de 11,5%. No mesmo período, a gasolina avançou 0,4%, de R$ 2,584 para R$ 2,595 por litro.
 

Em São Paulo não foram registrados problemas com o fornecimento de gasolina, embora a procura tenha aumentado mais de 150% com o aumento do preço do etanol. "Todo mundo esperava elevação por causa da entressafra da produção de cana, mas o que veio nos assustou", conta José Alberto Gouveia, presidente do Sincopetro, que representa os postos.
 

A BR Distribuidora informou que a Repar está entregando as cotas de combustível previamente acordadas, e que a companhia está garantindo o fornecimento nos postos do Sul do país.


Fonte: Valor Econômico
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