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Infra-estrutura

Porto de Niterói receberá R$ 23 milhões

24/03/2006 | 00h00

O porto de Niterói, situado em uma enseada da Baía de Guanabara, voltou a funcionar depois que a única atividade no local, a movimentação de trigo, definhou nos últimos anos até ser paralisada por completo em 2005. A retomada da operação portuária estará focada em uma atividade diferente: o apóio à indústria naval e offshore. As empresas Nitshore e Nitport, que arrendaram o porto, têm planos de investir R$ 23 milhões em obras e compra de equipamentos nos próximos três anos.

Do investimento previsto, R$ 18 milhões serão desembolsados no primeiro ano de operação, disse Wilson Coutinho, diretor comercial da Nitshore. Ele afirmou que o valor total a ser investido no porto poderá ser bem maior caso a Petrobras confirme a instalação do novo pólo petroquímico, em parceria com o grupo Ultra, em Itaboraí, município próximo a Niterói.

"Seremos o porto mais próximo do pólo", avaliou Coutinho.

Ele disse que será preciso conhecer a estrutura do megaprojeto da Petrobras para saber qual o papel que o porto poderá ter na logística do pólo. A curto prazo a expectativa é de que o terminal 1 do porto, pertencente à Nitport, comece a funcionar no início de abril. A Nitport irá operar carga geral para a atividade offshore, atendendo empresas de petróleo.

O porto, com três berços para atracação, prestará serviços de movimentação da carga para clientes armazenando e permitindo a reposição de peças usadas nas plataformas de petróleo, na Bacia de Campos (RJ). Gilson Ribeiro, presidente da Nitport, disse que a empresa fechou contrato com a norueguesa Vetco, que montará no porto dois módulos de compressão e dois módulos de energia para a plataforma P-52 da Petrobras.

A Nitport também participa de concorrência para servir como nova base de apóio logístico para a Petrobras. O terminal 2 do porto, voltado às atividades da Nitshore, está concluindo as obras relacionadas à geração de energia. "Nos próximos 90 dias receberemos as primeiras empilhadeiras e guindastes, comprados nos Estados Unidos, que representam investimentos de US$ 2 milhões", disse Wilson Coutinho, da Nitshore.

Ele afirmou que esse investimento será feito por um parceiro que irá se instalar no porto para operar o equipamento. "A empresa irá ceder os equipamentos e receberá em troca contrato de operação", afirmou. Coutinho acrescentou que o investimento no porto, estimado inicialmente em R$ 23 milhões, será feito com recursos dos arrendatários e dos parceiros que se instalarão no porto.

Segundo ele, a primeira fase de obras do porto, incluindo dragagem, subestações de energia, água e esgoto, está no fim. A dragagem, 70% concluída, exigiu investimentos de R$ 7 milhões pela Docas para aumentar o calado de três para oito metros de profundidade. O presidente de Docas, Antonio Carlos Soares, disse que a dragagem ainda deve durar três meses e que a idéia, para evitar assoreamentos a curto prazo, é estender o serviço para toda a enseada de São Lourenço, onde fica o porto.

Soares disse que Nitshore e Nitport pagam à Docas uma tarifa fixa mais taxa variável. O arrendamento tem prazo de dez anos renovável por igual período.



Fonte: Valor Econômico
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