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Bacia de Campos

Por quase 3 bilhões de dólares, Statoil adquire 25% do campo de Roncador

18/12/2017 | 11h03
Por quase 3 bilhões de dólares, Statoil adquire 25% do campo de Roncador
Agência Petrobras Agência Petrobras

A Statoil e a Petrobras acordaram que a Statoil irá adquirir 25% de participação em Roncador, um campo de óleo de grandes proporções na bacia de Campos. A transação praticamente triplica a produção da Statoil no Brasil, com custos competitivos e potencial para geração de valor adicional para ambas as partes com a aplicação do conhecimento e experiência da Statoil em recuperação avançada de reservatórios (em inglês, Increased Oil Recovery - IOR). O valor total compreende um pagamento inicial de USD 2.35 bilhões, mais um pagamento contingente de até USD 550 milhões.

"Esta transação adiciona uma produção significativa e de longo prazo para o nosso portfólio internacional, fortalecendo a posição do Brasil como uma área prioritária para a Statoil. Estamos também felizes de avançar na nossa parceria estratégica com a Petrobras ao expandir nossa colaboração técnica, compartilhar tecnologia, competências e experiência para aumentar o fator de recuperação do campo", diz Eldar Sætre, presidente e CEO da Statoil.

Roncador foi a maior descoberta offshore no Brasil na década de 90 e é atualmente o terceiro maior campo produtor da Petrobras, com aproximadamente 10 bilhões de barris de óleo equivalente (boe) in place e uma volume esperado de reserva recuperável acima de 1 bilhão de barris. A ambição é elevar o fator de recuperação em, no mínimo, 5 pontos percentuais resultando em um volume total recuperável remanescente maior que 1,500 milhões de barris de óleo equivalente.

O campo entrou em produção em 1999 e, durante o mês de novembro de 2017, produziu em torno de 240.000 barris de óleo por dia além de, aproximadamente, 40.000 barris de óleo equivalente por dia de gás associado. A transação aumentará a produção da Statoil no Brasil em aproximadamente 175%, de 40.000 barris/dia para 110.000 barris/dia. A Petrobras continuará sendo a operadora de Roncador com 75% de participação.

Como parte dessa transação, as duas companhias assinaram um acordo com o objetivo de maximizar a geração de valor e a longevidade do campo de Roncador. A Statoil irá utilizar sua tecnologia, competência e experiência em IOR obtida nas operações na Plataforma Continental Norueguesa, e a Petrobras sua experiência como o maior operador de águas profundas e desenvolvedora de pré-sal do mundo. Diversas oportunidades para aumento do fator de recuperação e geração de valor já foram identificadas.

"As parcerias estratégicas são parte importante do nosso planejamento de negócios e o conhecimento e experiência da Statoil em aumentar o nível de recuperação de óleo em campos maduros adicionará valor não apenas a Roncador, mas a outros campos maduros da Bacia de Campos, com grande potencial para impactar positivamente a produção futura da área", diz Pedro Parente, presidente e CEO da Petrobras.

A Petrobras e a Statoil são parceiras em 13 áreas, entre as fases de exploração e produção, dez das quais localizadas no Brasil e três no exterior. A aquisição fortalecerá a Statoil como uma das maiores produtoras de petróleo do Brasil, onde já opera o campo de Peregrino e o bloco BM-C-33, ambos na bacia de Campos, o bloco BM-S-8, na bacia de Santos, e seis blocos exploratórios na bacia do Espírito Santo.

"Estamos ansiosos para trabalhar com a Petrobras para maximizar o potencial do campo de Roncador. A combinação da experiência da Statoil em recuperação avançada de reservatórios e da Petrobras em águas profundas e pré-sal permitirá uma produção maior e mais duradoura – e, portanto, uma maior geração de valor – para o benefício do Brasil, de ambas as companhias e da cadeia de fornecedores", diz Anders Opedal, presidente da Statoil no Brasil.

A Statoil tem aplicado a sua expertise em IOR em todo o seu portfólio global e atingiu um fator de recuperação médio na Plataforma Continental Norueguesa acima da média mundial, com a ambição de crescer ainda mais. Em torno de 3.000 funcionários da Statoil trabalham em iniciativas relacionadas a IOR em todo o mundo. Os projetos de colaboração em IOR entre a Statoil e a Petrobras para o campo serão gerenciados por representantes das duas empresas.

A Statoil e a Petrobras também acordaram que a Statoil terá a opção de usar parte da capacidade do terminal de gás natural de Cabiúnas da Petrobras, permitindo o desenvolvimento futuro do BM-C-33, onde ambas as companhias são parceiras e contém a descoberta de Pão de Açúcar.

Este acordo representa um importante passo no desenvolvimento da posição da Statoil no mercado brasileiro de gás natural que está em grande transformação. A Statoil tem mais de 35 anos de experiência na cadeia de gás natural e é o segundo maior fornecedor de gás para a Europa, também operando ativos de shale gas nos Estados Unidos, e com atuação também nas áreas de transporte e distribuição (mid e dowsntream).

O CEO da Petrobras, Pedro Parente, esteve em Oslo para se encontrar com o CEO da Statoil, Eldar Sætre, para a assinatura do acordo em 18 de dezembro, na sequência do Memorando de Entendimento acordado entre as duas empresas em agosto de 2016 e no acordo assinado em setembro de 2017 (Heads of Agreement).

A data efetiva para a transação de Roncador é 1º de janeiro de 2018. A conclusão do negócio está sujeita a condições específicas, incluindo a aprovação de autoridades governamentais.

Ativos da Statoil no Brasil:

Campo de Peregrino, BC; 60% (operador); produção 60 mil a 80 mil bpd; reservas de 300 a 600 milhões barris de óleo;

Peregrino Fase II, BC; 60% (operador); em construção; entrando em produção a partir de 2020; com 60 mil bpd; reservas em torno de 255 milhões de barris de óleo

Campo de Roncador, BC; 25% na sequência dessa transação; produção de 280 mil de boed;

Bloco BM-C-33 compreendendo a descoberta de Pão de Açúcar (BC); 35% (operador); avaliação e desenvolvimento; possui aproximadamente 1 bilhão de barris em reservas recuperáveis

Dez blocos exploratórios (BES); seis operados pela Statoil; exploração

Bloco BM-S-8; compreendendo a descoberta de Carcará e prospectos exploratórios; 36.5% (operador)*; avaliação

Norte de Carcará, BS; 40% (operador); licença adquirida na última rodada do pré-sal. Contrato a ser assinado

Projeto solar Apodi, Quixeré, Ceará; 43.75% (não operador); em construção

* Este percentual depende do fechamento de transações com os parceiros, as quais estão sujeitas a determinadas condições, incluindo aprovações de autoridades governamentais (participação no BM-S-8 atualmente é de 75%).

 

 

 



Fonte: Redação/Assessoria
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