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Petroquímica

Pólo do Rio atrai fábricas de plástico

13/01/2005 | 00h00

Rio Polímeros, que inicia operação em abril, suprirá quatro transformadoras.

A inauguração do pólo gás-químico de Duque de Caxias (RJ), prevista para abril deste ano, já está movimentando o mercado de plásticos do Estado. A atração de investimentos desse segmento da indústria petroquímica ocorre também em outras regiões do país, puxada pela expansão de outros pólos, como o de São Paulo, e pelo aumento da demanda interna.
Apoiadas em um programa de incentivos do governo do Rio, aliado a municípios da Baixada Fluminense, quatro novas empresas decidiram se instalar no Estado e outras duas já instaladas vão ampliar a capacidade. Os investimentos somam R$ 42 milhões e deverão ocorrer entre 2005 e 2006.
Segundo o secretário Estadual de Energia, Indústria Naval e Petróleo, Wagner Victer, os seis empreendimentos vão responder pelo consumo de 10% da matéria-prima a ser produzida pela Rio Polímeros, a central de matérias-primas do pólo. A Riopol deverá produzir 515 mil toneladas de polietileno (insumo básico para a indústria de plásticos). As cerca de 50 mil toneladas que as novas empresas vão elaborar representam mais de um terço da atual capacidade do setor de plásticos local, de 131 mil toneladas/ano, segundo o Sindicato da Indústria de Material Plástico do Rio (Simplast).
De acordo com Victer, o principal incentivo dado às empresas é a redução de 19% para entre 7% e 9%, dependendo do caso, do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Os municípios entram com o terreno, a urbanização e, segundo ele, podem entrar até com o galpão, dependendo do caso. Victer disse que há mais 25 projetos em análise e a idéia é transformar a Baixada Fluminense em um pólo de materiais plásticos.
A escolha da Baixada Fluminense, de acordo com o secretário, foi motivada por fatores como a disponibilidade de matéria-prima - além da Riopol há na área uma fábrica de polipropileno (outro matéria-prima) da Polibrasil (Suzano e Basell). Victer disse ainda que o governo do Estado buscar criar empregos na Baixada, uma das áreas mais pobres do Estado. Os seis projetos, segundo ele, vão gerar de 800 a 900 empregos diretos.
As quatro novas unidades irão se instalar em Paracambi (duas), Japeri e Belford Roxo. Na primeira ficarão Finoplastic e Recycling, ambas do mesmo grupo, com investimentos totais de R$ 12 milhões. Para Japeri irá a baiana Poly Embalagens (R$ 5 milhões), e para Belford Roxo a Hermatek, voltada para produção de madeira de plástico (R$ 10 milhões).
A Finoplastic é uma empresa paulista, instalada em Guarulhos, que produz 3,5 mil toneladas de embalagens plásticas por mês, segundo seu presidente, José Roberto Lapetina. A sua subsidiária Recycling é especializada em reciclagem de plásticos. Lapetina disse que a unidade da Finoplastic do Rio vai produzir 3 mil toneladas ao mês de embalagens e que a Recycling vai reciclar 1 mil toneladas.
Segundo ele, as duas fábricas só começarão a produzir em 2006 porque o início das obras depende da liberação de financiamento de R$ 7 milhões pedido ao BNDES. Antes disso, Lapetina espera que sua empresa já esteja produzindo em instalações provisórias, provavelmente em Duque de Caxias.
Nessas instalações, a Finoplastic começará a produzir em 120 dias cerca de 500 toneladas ao mês de embalagens.
A Poly Embalagens é uma transformadora de polietileno instalada no Centro Industrial de Aratu, município de Candeias (BA). Segundo seu gerente-geral, Tenge Li Cheung, a empresa processa cerca de 1,2 mil toneladas ao mês da matéria-prima, fabricando sacarias para uso industrial e outros produtos. A fábrica de Japeri, no Rio, vai produzir, segundo ele, 400 toneladas mensais do produto a partir do fim de 2005. O incentivo fiscal e a proximidade do eixo Rio-São Paulo foram as razões da escolha do local.
As duas empresas que vão ampliar a capacidade de produção são a Vibraço e a Raízes, pertencentes à mesma família. Hoje, a Vibraço fica em Duque de Caxias e a Raízes em São João do Meriti, também na Baixada. A Raízes, que produz embalagens plásticas para lubrificantes, vai se transferir para Caxias e aumentar a produção de 200 para 400 toneladas por mês.



Fonte: Valor Econômico
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