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Preços

Pode chegar a US$ 1 bi perda acumulada pela Petrobras

21/09/2004 | 00h00

Com a nova alta dos preços de petróleo no mercado internacional, que ontem (20/09) deu mais uma arrancada com as notícias sobre redução das exportações da russa Yukos para a China, a Petrobras continua deixando de ganhar dinheiro ao não alinhar os preços de alguns derivados aos do mercado internacional.
Pelos cálculos do Banco Pactual, a estatal, que começou 2004 tendo formado um "colchão" com saldo positivo de R$ 2,5 bilhões, agora contabiliza um déficit de R$ 1 bilhão ao longo do ano. Já o economista Adriano Pires, do Centro Brasileiro de Infra Estrutura (CBIE) calcula em R$ 550 milhões a atual defasagem de preços. Segundo o CBIE, os preços ontem estavam 20% mais baratos no caso do diesel, 14% na gasolina e 36% no GLP.
A diferença de quase meio bilhão de reais entre os cálculos do Pactual e CBIE se deve à forma como eles são feitos. Enquanto o Pactual contabiliza o preço da gasolina com base na paridade de importação (o que inclui preço internacional em dólar mais o frete), o CBIE faz esse cálculo específico com base na paridade de exportação, já que o Brasil é exportador de gasolina.
Ontem, pelos cálculos do Pactual, os preços da gasolina nas refinaria brasileiras estava 20% mais barato do que o preço desse derivado no golfo do México (EUA), enquanto no diesel a defasagem era de 25%. Considerando esse preço praticado na bomba (descontados impostos), o Pactual calcula que a gasolina devia estar 8% mais cara. Já o diesel deveria estar custando 16% mais.
Isso significa que a Petrobras está deixando de ganhar, diariamente, R$ 9 milhões com a venda de gasolina e R$ 30 milhões com o diesel, ao não reajustar preços. "O governo Lula começou com saldo positivo na Petrobras, mas esse saldo foi zerado em agosto", diz Pedro Batista, do Pactual. Ontem o preço no mercado americano fechou negociado a US$ 46,35 o barril. Em Londres o petróleo Brent fechou a US$ 42,91.



Fonte: Valor Econômico
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