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Estaleiro Mauá

Plataforma terá altura de prédio de 70 andares

29/07/2008 | 08h36

A maior plataforma fixa do Brasil - com altura equivalente a um prédio de 70 andares - está em fase de conclusão e chama a atenção de quem atravessa a ponte Rio-Niterói, pelo seu tamanho. A unidade está sendo construída nos três canteiros de obras do estaleiro Mauá, em Niterói, e mesmo deitada, como está sendo armada, ultrapassa em muito a altura da ponte naquele local, já próximo à praça do pedágio. De pé, como será instalada no campo, ela atingirá a 230 metros de altura, ou o correspondente a quase três vezes o tamanho do edifício-sede da Petrobras no Rio, que tem 24 andares.

 

Prevista para operar nos primeiros três meses de 2009, a plataforma PMXL-1 será destinada ao campo de Mexilhão, localizado na região produtora de gás da Bacia de Santos, litoral norte do estado de São Paulo. Somente a plataforma teve custo estimado em US$ 1,19 bilhão, mas a infra-estrutura para sua instalação - considerando os dutos que ligarão a unidade à costa e também a outros campos - deve chegar a US$ 3 bilhões.

 

A Petrobras aproveitou a enorme visibilidade da obra para transformar a estrutura metálica em outdoor, onde se lê: "Plataforma de Mexilhão: mais gás para o Brasil". Além da produção de 15 milhões de metros cúbicos diários, a estrutura ainda deve receber 8 milhões de metros cúbicos de gás produzidos nos campos vizinhos de Tambaú e Uruguá, mais 3 milhões provenientes do teste de longa duração de Tupi e ainda pode dar uma "carona" aos campos de Pirapitanga, Tambuatá e Carapiá, descobertos em 2006, na antiga área do BS-500, mas que não entrarão em operação antes de 2011.

 

Por enquanto, a unidade de processamento de gás em Caraguatatuba está sendo construída para processar um total de 22,5 milhões de metros cúbicos, mas já existem planos de expansão da unidade para abrigar todo esse volume. A conclusão da primeira fase, em outubro, não será uma boa notícia para cerca de 4 mil trabalhadores contratados para a obra. Pelo menos metade deles deverá ficar desempregada após o seu término.

 

O estaleiro Mauá, que está construindo a unidade, não possui novas encomendas de grande porte para remanejar todos trabalhadores. Simultaneamente ao fim da construção, circulam nos bastidores informações de que a Petrobras poderia excluir o Mauá de todas as futuras licitações pelos próximos dois anos. A eventual punição se deve a uma pendência judicial. Estão sendo apuradas suspeitas, envolvendo o estaleiro, de superfaturamento de uma obra de manutenção de plataforma.



Fonte: Jornal do Commercio
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