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Renováveis

Planta que transforma etanol em etileno entra em operação em 2013

10/11/2011 | 10h30
Os projetos de expansão dos negócios na fabricação de plásticos produzidos a partir de fontes renováveis incluem joint ventures, construção de novas unidades fabris e ainda a oferta de novos itens no portfólio de fabricantes que importam o bioplástico comercializado no país de suas matrizes ou de outras unidades no estrangeiro.

A nova fábrica de transformação de etanol em etileno da Mitsui Alimentos em parceria com a Dow deverá entrar em funcionamento a partir de 2013, com capacidade de 240 mil metros cúbicos por ano. A expectativa é que a nova unidade em Santa Vitória (MG) seja a maior planta integrada do mundo para a produção de biopolímeros feitos a partir de etanol derivado da cana.

"As instalações deverão ser totalmente integradas com a cana-de-açúcar renovável, possibilitando a produção ambientalmente sustentável de plástico de alto desempenho com redução da pegada de carbono", diz o diretor de negócios para alternativas verdes e de desenvolvimento de novos negócios da Dow para a América Latina, Luís Cirihal. A empresa não revela os valores financeiros da operação.

O projeto encontra-se na etapa de preparação, que inclui a construção de uma nova unidade de produção de cana-de-açúcar para etanol. "Alguns dos fornecedores iniciaram a produção dos equipamentos que serão utilizados na planta e também já foi feita a fundação para a instalação da caldeira", revela o diretor. A construção da fábrica deve ter início em 2012.

O acordo que estabelece a formação de joint venture entre a Mitsui e a Dow prevê ainda a parceria entre as duas empresas na fábrica sucroalcooleira da Dow em Santa Vitória, além de uma parceria para a venda e marketing de produtos sustentáveis destinados aos setores de higiene, médico e embalagens flexíveis.

A Braskem também tem planos de expansão dos negócios. A empresa deverá investir cerca de US$ 100 milhões numa unidade industrial de propeno verde para produção de polipropileno de origem renovável. A iniciativa faz parte da estratégia de ampliar o portfólio e a capacidade produtiva para atender provável aumento de demanda do mercado interno e externo por plástico verde. Em fase de engenharia, o projeto prevê a produção de 30 mil toneladas por ano a partir do segundo semestre de 2013.

Outras empresas que atuam no Brasil por meio da importação planejam ampliar as tecnologias de produção de bioplástico. A DuPont, importadora do PTT, propanodiol obtido da fermentação do açúcar, programa investir em tecnologia de produção dos plásticos e elastômeros - polímero com propriedades elásticas - verdes. "Ampliar a gama do portfólio desses produtos faz parte dos planos da empresa para diminuir a dependência de combustíveis fósseis", diz Rogério Colucci, gerente de marketing automotivo para a Divisão de Polímeros de Perfomance da DuPont América Latina.

A Cargill, que atua no mercado nacional desde 2009, planeja expandir a produção com a construção de uma nova fábrica na Ásia até 2015. Há cerca de dois anos, a empresa trouxe para o Brasil o bioplástico Ingeo, substituto do plástico a base de petróleo por um material de origem vegetal, feito a partir de plantas. O produto é fabricado em Blair, nos Estados Unidos, pela NatureWorks, com capacidade de produção anual de 140 mil toneladas.

A utilização do bioplástico pela indústria só não expande num ritmo mais acelerado, especialistas explicam, em virtude do custo de produção superior ao do plástico a base de petróleo. (S.S.)


Fonte: Valor Econômico
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