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Investimento

Plano da Petrobras preocupa analistas

20/05/2004 | 00h00

A Petrobras aumentou em cerca de US$ 800 milhões anuais os investimentos médios até 2010, mas terá pouca contrapartida em termos de aumento da produção de petróleo e LGN (líquidos de gás natural). O fato de os desembolsos maiores garantirem apenas um crescimento marginal da produção foi criticado por analistas de bancos de investimento que acompanham a empresa no Brasil. Ontem eles se reuniram, no Rio, com diretores da estatal.
No encontro, o diretor financeiro da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, detalhou o plano estratégico para o período 2004-2010. Hoje Gabrielli e o presidente da estatal, José Eduardo Dutra, se reúnem com investidores e analistas de mercado em Nova York, onde apresentarão o plano. Na sexta, Dutra segue para a China, onde se integra à comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No início de junho, o diretor financeiro da Petrobras apresentará o plano a investidores em Londres.
No Brasil, a questão de curto prazo volta-se para o reajuste nos preços dos combustíveis. O realinhamento do preço da gasolina no Brasil com o mercado internacional é o ponto mais importante para o comportamento da ação da empresa a curto prazo, avalia Pedro Batista, analista do Banco Pactual. Ontem a ação preferencial da companhia subiu 0,09% em relação a terça-feira, mesmo com a notícia de um incêndio no edifício sede da estatal, no centro do Rio.
O incêndio ocorreu na madrugada de ontem, atingindo a sala de painéis e baterias do sistema de telecomunicações do prédio. Não houve vítimas e a causa do incidente não era conhecida até o início da noite.
Batista lembrou que o plano anterior (2003-2007) previa investimentos de US$ 4,5 bilhões ao ano, em média, na atividade de exploração e produção (E&P). A meta era elevar a produção da companhia para 2,2 milhões de barris/dia em 2007. O novo plano prevê investimentos de US$ 4,6 bilhões ao ano em E&P para atingir uma produção de 2,3 milhões de barris/dia em 2010.
Outra questão observada pelo mercado foi o custo de extração. No novo plano, a estatal fixou como meta um custo de extração de US$ 3 por barril em 2010, acima dos US$ 2,80 fixados no plano anterior (2007), mas abaixo dos US$ 4,2 por barril do primeiro trimestre de 2004. A estimativa de queda em relação ao período janeiro-março deste ano guarda relação com a entrada de novos projetos de produção.
Já o aumento de US$ 2,80 para US$ 3 reflete a alta de custos nos serviços e equipamentos para a indústria do petróleo. A expectativa de retorno sobre os investimentos caiu, por sua vez, de 12% (2007) para 9% (2010). A previsão de custo de refino aumentou, disse Batista.
Na petroquímica, um executivo do setor avaliou que o dinheiro reservado (US$ 1,1 bilhão em sete anos) permite construir dez projetos para produção de resinas.



Fonte: Valor Econômico
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