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PIB recua 0,2% e chega a R$ 1,408 trilhão no 1º trimestre de 2015

29/05/2015 | 12h03
PIB recua 0,2% e chega a R$ 1,408 trilhão no 1º trimestre de 2015
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O PIB apresentou variação negativa de 0,2% na comparação do primeiro trimestre de 2015 contra o quarto trimestre de 2014, na série com ajuste sazonal. A Agropecuária cresceu 4,7%, a Indústria recuou 0,3% e os Serviços caíram 0,7%.

Na Indústria, Extrativa mineral (3,3%) e Construção civil (1,1%) cresceram. Já Eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana (-4,3%) e Indústria de Transformação (-1,6%) caíram.

Nos Serviços, a queda foi puxada por Transporte, armazenagem e correio (-2,1%), por Administração, saúde e educação pública (-1,4%), Outros serviços (-1,4%), Intermediação financeira e seguros (-0,8%) e Comércio (-0,4%). Já Atividades imobiliárias e Serviços de informação cresceram 1,2% e 1,1%, respectivamente.

Pela ótica da despesa, todos os componentes da demanda interna recuaram em relação ao trimestre anterior. A Despesa de Consumo das Famílias caiu 1,5%, enquanto a Formação Bruta de Capital Fixo e a Despesa de Consumo do Governo recuaram, ambas, 1,3%.

No setor externo, as Exportações e as Importações de Bens e Serviços expandiram, respectivamente, 5,7% e 1,2% em relação ao trimestre imediatamente anterior.

PIB tem queda de 1,6% em relação ao primeiro tri de 2014


Quando comparado a igual período do ano anterior, o PIB apresentou contração de 1,6% no primeiro trimestre de 2015. O Valor Adicionado a preços básicos caiu 1,2% e os Impostos sobre Produtos Líquidos de Subsídios recuaram em 3,5%.

A Agropecuária cresceu 4,0% em relação a igual período do ano anterior, principalmente pelo desempenho de alguns produtos da lavoura com safra relevante no 1º trimestre. Segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA/IBGE), esse é o caso da soja (10,6%), do arroz (0,7%), da mandioca (5,1%) e do fumo (1,7%). Por outro lado, o milho, cuja safra também é significativa no primeiro trimestre, apresentou variação negativa (-3,1%).

A Indústria recuou 3,0%. Nesse contexto, a Indústria de Transformação caiu 7,0%, com o decréscimo da produção da indústria automotiva; máquinas e equipamentos; produtos eletrônicos e equipamentos de informática; artigos do vestuário; e produtos do fumo.

A atividade de Eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana registrou queda de 12,0%, negativamente influenciada pelo maior uso das termelétricas na geração de energia e pela redução do fornecimento e consumo de água. A Construção civil também apresentou redução de 2,9%. Já a Extrativa Mineral cresceu 12,8% em relação ao primeiro trimestre de 2014, puxada pelo aumento da extração de petróleo, gás natural e minérios ferrosos.

O valor adicionado de Serviços caiu 1,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, com destaque para a contração de 6,0% do Comércio (atacadista e varejista) e de 3,6% de Transporte, armazenagem e correio (que engloba carga e passageiros). Também apresentaram resultados negativos as atividades de Administração, saúde e educação pública (-1,4%), Outros Serviços1(-0,6%) e Intermediação financeira e seguros (-0,4%).

Registraram resultados positivos as Atividades imobiliárias (2,8%) e os Serviços de informação (2,9%), atividade esta que inclui telecomunicações, atividades de TV, rádio e cinema, edição de jornais, livros e revistas, informática e demais serviços relacionados às tecnologias da informação e comunicação (TICs).

Todos os componentes da demanda interna apresentaram queda em relação ao primeiro trimestre de 2014. A Despesa de Consumo das Famílias (-0,9%) registrou a primeira queda desde o terceiro trimestre de 2003, explicada pela evolução negativa dos indicadores de inflação, crédito, emprego e renda ao longo dos três primeiros meses do ano.

A Formação Bruta de Capital Fixo caiu 7,8%, principalmente pela queda das importações e da produção interna de bens de capital e, ainda, pelo desempenho negativo da construção civil. A Despesa de Consumo do Governo, por sua vez, caiu 1,5%.

No setor externo, as Exportações de Bens e Serviços subiram 3,2%, enquanto que as Importações caíram 4,7%. Dentre as exportações de bens, os destaques de crescimento foram petróleo e carvão, siderurgia e têxteis. Na pauta de importações, as maiores quedas foram em veículos automotores e equipamentos eletrônicos.

PIB acumulado nos quatro trimestres recua 0,9%

O PIB acumulado nos quatro trimestres terminados no primeiro trimestre de 2015 recuou 0,9% em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores. Esta taxa resultou da contração de 0,7% do Valor Adicionado a preços básicos e do recuo de 1,9% nos Impostos sobre Produtos Líquidos de Subsídios. O resultado do Valor Adicionado decorreu dos seguintes desempenhos: Agropecuária (0,6%), Indústria (-2,5%) e Serviços (-0,2%).

Dentre as atividades industriais, apenas a Extrativa Mineral (10,3%) cresceu. A atividade de Eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana caiu 7,3%, seguida pela Indústria da Transformação (-5,6%) e pela Construção civil (-4,0%).

Nos Serviços, o destaque foram Serviços de informação (3,6%) e Atividades imobiliárias (3,0%). Outros serviços (-0,1%) manteve-se praticamente estável. Já as demais atividades recuaram: Comércio (-3,8%), Transporte, armazenagem e correio (-0,4%), Intermediação financeira e seguros (-0,3%) e Administração, educação pública e saúde pública (-0,2%).

Na análise da despesa, a Formação Bruta de Capital Fixo caiu 6,9%, mas a Despesa de Consumo das Famílias (0,2%) e a Despesa de Consumo do Governo (0,4%) cresceram. Já no âmbito do setor externo, tanto as Exportações quanto as Importações de Bens e Serviços apresentaram queda: -1,0% e -2,5%, respectivamente.

PIB no primeiro tri de 2015 chega a R$ 1,408 trilhão

O Produto Interno Bruto no primeiro trimestre de 2015 totalizou R$ 1,408 trilhão, sendo R$ 1,199 trilhão referentes ao Valor Adicionado a preços básicos e R$ 209,0 bilhões aos Impostos sobre Produtos líquidos de Subsídios.

A taxa de investimento no primeiro trimestre de 2015 foi de 19,7% do PIB, abaixo do observado no mesmo período do ano anterior (20,3%). A taxa de poupança foi de 16,0% no primeiro trimestre de 2015 (ante 17,0% no mesmo período de 2014).



Fonte: IBGE
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