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Economia

Petrolíferas vão investir bilhões na Venezuela

11/05/2010 | 10h08

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, anunciou ontem uma série de acordos de cooperação com petrolíferas estrangeiras que resultarão na entrada de US$ 40 bilhões em investimentos em seu país. O anúncio foi feito por meio da rede de miniblogs Tweeter, à qual Chávez aderiu duas semanas atrás.

 

"Assinaremos acordos com companhias petrolíferas da Índia, do Japão, da Espanha e dos EUA, no valor total de US$ 40 bilhões. O que acham disso?", escreveu Chávez.

 

Segundo a imprensa oficial venezuelana, pelo acordo serão formadas duas empresas mistas integradas pela estatal petrolífera Petróleos de Venezuela (PDVSA) e transnacionais espanholas, americanas, japonesas e indianas com o objetivo de explorar petróleo na Faixa do Rio Orinoco, no leste do país.

 

Decreto. A formação das duas companhias foi aprovada por decreto presidencial. Em ambas, a estatal venezuelana contará com uma participação de 60%.

 

Em uma das empresas mistas a americana Chevron terá 34% das ações, a japonesa Japan Carabobo, 5%, e a venezuelana de capital privado Suelopetrol, 1%.

 

A empresa explorará petróleo pesado e extrapesado dos campos de Carabobo 2 Sul, Carabobo 3 Norte e Carabobo 5, numa superfície total de 534 quilômetros quadrados, segundo informações da agência de notícias estatal ABN.

 

Da segunda empresa, participarão, além da PDVSA, a espanhola Repsol, com 11% da empresa, a PC Venezuela e Petricarabobo Ganga, com 11%, e a indiana Indoil, com mais 7%.

 

A Venezuela é um membro fundador da Organização de Países Exportadores de Petróleo (Opep). É o quinto exportador mundial de petróleo e o quarto principal fornecedor dos EUA.

 

As empresas estrangeiras haviam reduzido drasticamente seus investimentos no país desde 2007, quando Chávez decretou a nacionalização do setor. Na época, as petrolíferas que operavam na Venezuela foram obrigadas a reformular seus contratos, formando joint ventures com a PDVSA.

 

 

 

Fonte: O Estado de S.Paulo/EFE E AP

 



Fonte: O Estado de S. Paulo
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