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Tensão

Petrolíferas relutam em investir no Irã

11/07/2008 | 08h51

A crescente tensão entre o Irã e potências ocidentais fez com que as empresas petrolíferas se tornassem mais relutantes em investir nos campos de gás e petróleo daquele país, apesar de ainda haver negociações a esse respeito. Enquanto a República Islâmica testava ontem uma segunda bateria de mísseis, a Total, da França, repetia que, assim como alguns de seus concorrentes, não gastará mais dinheiro no território iraniano neste momento.

 

"Provavelmente, precisamos ver as coisas melhorarem, ver o Irã tendo novamente relações com seus vizinhos e com o restante dos países que hoje mantêm um postura crítica quanto a ele", disse ontem o diretor-executivo da Total, Christophe de Margerie, à "TV France 24".

 

Margerie afirmou ainda que o projeto South Pars Phase 11 encontrava-se interrompido, mas observou estar "fora de questão" abandonar o projeto multibilionário que envolve o resfriamento de gás para liquefazê-lo e transportá-lo.

 

O governo iraniano respondeu estar pronto para explorar o gigantesco campo de South Pars sem a Total. Junto com a italiana Eni e a Royal Dutch Shell, a empresa francesa já investiu bilhões de dólares no setor de combustíveis do Irã, desafiando a ameaça de receber sanções dos Estados Unidos.

 

Paolo Scaroni, diretor-executivo da Eni, disse que honrará os contratos existentes, mas que não assinará outros.

 

A norueguesa StatoilHydro adotou uma postura semelhante. E Margerie, rejeitando as pressões do Irã para que um acordo sobre a South Pars 11 seja assinado até a metade do ano, já havia dito em maio que algo do tipo seria improvável de ocorrer no curto prazo. Em uma entrevista concedida ao "The Financial Times e publicada ontem, ele acrescentou: "Hoje seria um risco político grande demais investir no Irã".

 

Em setembro, o governo francês pediu que a Total não colocasse mais dinheiro no país islâmico. A empresa produz 15 mil barris de petróleo por dia no Irã, mas o contrato envolvendo essa atividade deve deixar de vigorar em breve, afirmou uma porta-voz.

 

A Shell disse que se afastará da South Pars Phase 13, mas que não abandonaria o Irã de vez. Seu parceiro de joint venture Repsol afirmou que ainda precisa tomar uma decisão a esse respeito. "Há muitos depósitos no Irã e seria uma bobagem adotarmos uma decisão precipitada", disse um porta-voz da Repsol.



Fonte: Gazeta Mercantil
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