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Mercado

Petrolíferas enfrentam custos maiores e queda na produção

25/08/2006 | 00h00

As maiores companhias petrolíferas do mundo estão enfrentando a dupla pressão da alta dos custos e dos problemas relacionados com a substituição das suas reservas, disseram executivos do setor petrolífero. Produtores como BP, Royal Dutch Shell e Norsk Hydro, cujo lucro do segundo trimestre subiu devido aos preços recordes da commodity, informaram aumento nos gastos de capital e queda da produção em 2006, ou ambas as coisas.

"Em geral, o setor não encontrou muito petróleo no ano passado", disse Eivind Reiten, principal executivo da Hydro, segunda maior petrolífera da Noruega, em entrevista concedida na quarta-feira em Stavanger, nesse país. "Temos de perceber que, como setor, temos tido muita dificuldade de encontrar novas reservas".

A corrida para aproveitar o auge dos preços significa que as empresas também estão pagando mais do que nunca por equipamentos como plataformas de perfuração em águas ultraprofundas, que agora custam cerca de US$ 500 mil por dia, mais que o dobro de dois anos atrás, segundo a BP.

Executivos como Rex Tillerson, principal executivo da Exxon Mobil, maior petrolífera do mundo, disseram na conferência Offshore Northern Seas realizada em Stavanger, que alguns aumentos dos custos não podem ser reduzidos. A Exxon está sofrendo pressões dos custos "em segmentos específicos como perfuração e custo das plataformas", e a sua resposta é perfurar os poços mais rapidamente, disse Tillerson.

"Quanto ao nosso orçamento deste ano, dissemos que esperamos ter gastos de capital de US$ 20 bilhões, US$ 1 bilhão a mais do que pensávamos originalmente", afirmou Tillerson aos repórteres em Stavanger, em 22 de agosto. "Nesse aumento que anunciamos há a intensificação das pressões dos custos de cerca de US$ 200 milhões, ou US$ 300 milhões".

O aumento dos impostos faz parte da alta dos custos das empresas, declarou na quarta-feira Steven Hinchman, primeiro subdiretor geral de produção mundial da Marathon Oil, também em entrevista concedida em Stavangar.

Venezuela, Rússia e Reino Unido são alguns dos países que estão exigindo mais, seja dando às empresas estatais maior cota em empresas conjuntas, ou simplesmente elevando os impostos.

As reservas mundiais comprovadas de petróleo se mantiveram quase iguais em 2005: aumentaram 0,6%, para 1.2007 bilhões de barris, em comparação com o crescimento de 9% em 2002, segundo o relatório anual Statistical Review of World Energy, da BP.

"Os assuntos gerais que vejo nesta conferência, e no setor, realmente continuam a ser o elemento mais crítico que uma empresa de exploração pode enfrentar: devemos ser capazes de adquirir e ter acesso às oportunidades, afim de crescer de forma rentável", disse Hichman, da Marathon. "O outro assunto que se está tratando amplamente é a alta dos custos".

Queda nas projeções

Várias empresas aumentaram os seus gastos, ou baixaram as suas projeções sobre a produção ao anunciar o lucro do segundo trimestre no mês passado, especialmente a BP, que agora espera gastos de capital que se situam entre US$ 15,5 bilhões e US$ 16 bilhões neste ano, em comparação com as suas previsões de US$ 15 bilhões anteriores.

A BP, com sede em Londres, reduziu a sua projeção de produção em 110 mil barris diários para 2006, de entre 4,1 milhões e 4,2 milhões de barris diários, para refletir o efeito dos elevados preços dos contratos de produção compartilhada no exterior. A Chevron, segunda maior petrolífera dos Estados Unidos, também disse que a sua produção baixaria no segundo semestre por causa desses contratos, que dão às empresas menos barris quando os preços estão altos.

No mês passado, a Shell reduziu as suas previsões anuais de produção para 3,4 milhões de barris diários ante os 3,6 milhões anteriores, por causa de problemas na Nigéria. A companhia, com sede em Haia, na Holanda, manteve o orçamento inalterado em US$ 19 bilhões. A Shell está gastando US$ 2 bilhões desta quantidade em exploração, mais que nenhuma outra empresa, para tentar compensar a redução de 2004 em suas projeções de reservas.

A quantidade de jazidas potencialmente grandes -- capazes de produzir pelo menos 100 milhões de barris de petróleo -- que a Shell pode explorar neste ano poderá ser afetada pela escassez de plataformas, disse Lawrence.

A espanhola Repsol YPF, quinta maior petrolífera da Europa, da mesma forma que a Shell está encontrando dificuldades para substituir as suas reservas declinantes. A empresa informou no mês passado que gastará aproximadamente € 28 milhões (US$ 36 milhões) em cinco anos até 2009, 32% mais do que o total que fora previsto anteriormente.



Fonte: Gazeta Mercantil / B
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