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Demanda offshore

Petrolíferas correm o mundo atrás de mão-de-obra

13/11/2008 | 02h49

Muitos setores industriais do mundo inteiro têm cortado custos e despedido funcionários. Mas há um segmento que continua recrutando trabalhadores agressivamente, tentando atraí-los com altos salários, além de bônus e programas de treinamento no emprego.

As petrolíferas multinacionais lutam com a falta de mão-de-obra especializada para suas plataformas marítimas, uma carência que só deve piorar. As empresas pretendem construir 180 novas plataformas marítimas nos próximos três anos, que virão se somar às 640 já existentes. Os projetos abrangem muitos lugares do planeta, da costa brasileira e o Golfo do México até os litorais do Mar Cáspio e do Vietnã. Cada nova plataforma exige em média 200 trabalhadores, contando pessoal em mar e em terra.

Será necessário mais que a recente queda nos preços do petróleo, para a faixa dos US$65 a US$75 o barril, para frear esses projetos, segundo as empresas. Os projetos de desenvolvimento petrolífero "levam, em média, dez anos para se completar, e operam por mais de trinta anos", diz Susan Houghton, do departamento de recursos humanos da Chevron Corp. "Em 2008 contratamos cerca de 6.000 novos funcionários, e continuaremos a esse ritmo em 2009", informou ela.

Os salários para as categorias mais procuradas de trabalhadores petroleiros subiram cerca de um terço nos últimos quatro anos, segundo Stephen Whittaker, da Schlumberger Ltd., a maior empresa de serviços petrolíferos do mundo em receita. Um plataformista experiente ganha US$100.000 por ano (algo como R$ 16.500 por mês), e os engenheiros de mais alto nível conseguem até US$500.000 anuais, segundo analistas e executivos do setor. Mas não é um dinheiro fácil. O trabalho nas plataformas exige longas jornadas de trabalho manual, quaisquer que sejam as condições climáticas apresentadas pela Mãe Natureza.

Exxon Mobil Corp., Chevron, BP PLC e outras estão aumentando suas verbas para treinamento e recrutamento, e investindo mais tempo nos campus universitários. "Os estudantes estão conseguindo estágios de verão que pagam de US$5.000 a US$ 7.000 por mês e bônus de contratação de US$10.000 e US$20.000", diz David S. Schechter, professor de engenharia petrolífera da universidade americana Texas A&M, de College Station, Texas.

Shawn Dawsey, um dos alunos de Schechter, mudou sua área central de estudos no ano passado, passando da engenharia elétrica para petróleo. A mudança compensou. Ele se formará em maio e já recebeu oito ofertas de trabalho que pagam cerca de US$80.000 por ano.

As petrolíferas estão em grande parte apenas compensando a queda nas contratações do início dos anos 90, devido à queda nos preços do petróleo. Seguiu-se uma carência de mão-de-obra especializada - levando depois a um esforço generalizado de recrutamento e treinamento e à decisão de conservar os funcionários, mesmo em épocas de queda no preço do barril.

"As empresas contrataram muito pouca gente quando o barril estava a US$10, nos anos 90, de modo que a US$75 o barril ainda há um enorme déficit de pessoal", diz Doug Wearley, gerente de recrutamento da CSI Recruiting, firma americana de serviço de colocação profissional. As contratações vão além dos universitários recém-formados em países ricos. A BP está investindo US$ 50 milhões em escolas de engenharia na Líbia e também opera programas de aprendizado em Angola.

O status dos petroleiros fica evidente em Stavanger, a capital da indústria petrolífera offshore da Noruega. Embora a produção do Mar do Norte tenha diminuído, a região está repleta de empresas que procuram extrair parte dos estimados 7,3 bilhões de barris que jazem nas profundezas do leito marinho.

Os petroleiros desfrutam de salários a partir de US$100.000 anuais e um mês de folga entre os turnos de duas semanas. Os empregadores querer usar o próximo dissídio, em 2010, para pressionar os três grandes sindicatos de petroleiros do país por uma redução dessa folga para três semanas. Mas Kjetil Hjertvik, porta-voz da Associação das Indústrias Petrolíferas da Noruega, reconhece que, "em um mercado de trabalho apertado, os trabalhadores levam vantagem".

Os petroleiros nem sempre tiveram sucesso em seus esforços de sindicalização, mas nos últimos dois anos usaram sua nova posição de poder para fazer greves bem-sucedidas, em busca de melhores salários e condições e mais benefícios, em países como Brasil, México, Escócia. Noruega, Nigéria, Gabão e Iraque.



Fonte: Valor Econômico
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