acesso a redes sociais
  • tumblr.
  • twitter
  • Youtube
  • Linkedin
  • flickr
conecte-se a TN
  • ver todas
  • versão online
  • Rss
central de anunciante
  • anunciar no site
  • anunciar na revista
Mercado

Petrolíferas adiam planos após queda no preço

27/08/2004 | 00h00

Os preços futuros do petróleo fecharam em queda ontem pelo quinto dia consecutivo, mas ainda continuam acima dos US$ 40. Os operadores estão esperançosos de que a tentativa de chegar a um acordo de paz no Iraque possa reduzir as chances de interrupções nas exportações do produto no país do Oriente Médio. As exportações do Iraque continuaram na capacidade total de 2 milhões de barris por dia, apesar das novas tentativas de sabotagem.
O contrato de petróleo do tipo WTI, com entrega para outubro negociado em Nova York, fechou com queda de 37 centavos de dólar, a US$ 43,10 o barril. em cinco dias, o barril caiu 9,53%. Em Londres, o petróleo tipo Brent para outubro perdeu 35 centavos de dólar na sessão, encerrando a US$ 40,33 o barril. O Brent acumula queda de 9,02% em cinco dias.
O Royal Dutch/Shell Group, a Norsk Hydro e outras companhias petrolíferas disseram que não vão acelerar seus planos de prospecção enquanto não se convencerem que os preços altos do petróleo vieram para ficar e que os governos vão defender o setor quando os preços caírem.
"As petrolíferas estão cautelosas com os gastos excessivos em prospecção", disse Eivind Reiten, principal executivo da Norsk Hydro, a segunda maior companhia petrolífera da Noruega. "É cedo demais para correr para novas áreas de sondagem."
Com o petróleo bruto acima de US$ 40 o barril e a alta dos preços do gás natural, as petrolíferas como a Exxon Mobil e a BP, as duas maiores companhias petrolíferas com ações negociadas em bolsa, estão recomprando ações e elevando os dividendos, em vez de acorrer a novos campos. A falta de capacidade excedente de produção, numa época de escalada da demanda, contribuiu para o salto de 35% dos preços do petróleo este ano.
A BP e a Exxon Mobil gastaram um total de US$ 7,15 bilhões em recompra de ações no primeiro semestre deste ano, comparativamente ao orçamento para gastos com bens de capital de US$ 13,4 bilhões, inalterado em relação ao ano passado. O lucro líquido subiu aproximadamente 9,7% para um total somado de US$ 18,8 bilhões.
"O que acontece agora é que toda empresa está gerando gigantescos montantes de dinheiro devido aos preços das commodities, e as principais empresas de petróleo e gás estão agindo mais como bancos", disse Dennis Proctor, principal executivo da Hunting, fornecedora de equipamentos de prospecção com sede em Londres, que tem entre seus clientes a Shell e a Halliburton.
"Elas estão pagando um dividendo maior e recomprando ações, em vez de gastarem esse excedente em sondagem", criticou o executivo.



Fonte: Valor Econômico
Seu Nome:

Seu Email:

Nome do amigo:

Email do amigo:

Comentário:


Enviar