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Preços

Petróleo tem sétimo pregão seguido de recorde

10/08/2004 | 00h00

Os preços do petróleo atingiram novos recordes de alta ontem e fecharam em forte aceleração, após o Iraque interromper a produção em algumas regiões do Sul do país em resposta a ameaças do líder xiita Moqtada al-Sadr.
Os contratos futuros de petróleo tipo WTI, negociados em Nova York, com entrega em setembro fecharam com ganho de 89 centavos de dólar, a US$ 44,84 o barril. Pela sétima sessão consecutiva, o preço bateu recorde, desta feita sendo cotado a US$ 44,98 durante os negócios, aproximando-se da barreira psicológica de US$ 45 o barril.
Em Londres, o petróleo tipo Brent encerrou negociado a US$ 41,56 o barril, uma alta de 93 centavos de dólar comparado à sexta-feira, após atingir a maior alta desde 1988, a US$ 41,70 o barril, quando os contratos futuros de Brent começaram a ser negociados.
"A produção no Sul do país, em Basra, foi interrompida hoje após ameaças feitas por Al-Sadr", disse uma autoridade do Iraque para a Reuters. "Esta permanecerá paralisada até que a ameaça seja retirada", disse.
A autoridade afirmou que o estoque mantido em Basra é suficiente para manter as exportações por dois dias. O Iraque tem produzido 1,9 milhão de barris por dia.
Outro fator que afetou o mercado de petróleo foi a preocupação com o abastecimento oriundo da Venezuela, quinto país exportador do mundo, que passará por um referendo sobre o governo de Hugo Chávez, em 15 de agosto. Em 2002, uma greve de dois meses dos opositores de Chávez interrompeu as exportações do país e gerou uma forte alta nos preços do petróleo.
Ontem, a assessoria do presidente da Petrobras disse que não iria comentar a nova alta do petróleo e repetiu uma frase dita na semana passada pelo presidente da empresa, José Eduardo Dutra.
"A Petrobras acompanha diariamente o mercado internacional e não faz sentido repassar para o consumidor brasileiro a volatilidade dos preços internacionais. Quando os preços internacionais se estabilizarem numa determinada faixa de US$ 40 a US$ 45, e dependendo de quanto tempo permaneça nesse patamar, a empresa vai tomar providências", disse.
A boa notícia do dia ficou por conta da OAO Yukos Oil Co., a maior exportadora de petróleo da Rússia. Ela não terá de interromper os carregamentos ferroviários que transportam cerca de 25% de seu petróleo bruto porque a empresa pagou suas tarifas, disse a OAO Russian Railways, a empresa ferroviária estatal do país, que detém o monopólio do setor na Rússia.
O custeio das exportações é "prioridade´´ para a Yukos, disse Claire Davidson, porta-voz da Policy Partnership, que representa os interesses da Yukos. A petrolífera russa está elaborando agora seu orçamento de custeio das exportações deste mês e poderá divulgar seus detalhes ainda esta semana, disse Claire.
A Yukos está enfrentando dificuldades para pagar as tarifas de transporte e custear suas operações depois que o governo congelou parte de suas contas, em vista de sua dívida fiscal de US$ 3,4 bilhões. A empresa extrai mais petróleo do que a Líbia, país-membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), e faz remessas de cerca de 400 mil barris ao dia por via ferroviária, que poderiam ser as primeiras a sair prejudicadas em decorrência da falta de caixa, disse Steven Theede, principal executivo da Yukos, no dia 28 de julho.
"O contrato ainda está em vigor", disse Marina Kovshova, diretora de comercialização da Russian Railways, com sede em Moscou, em entrevista telefônica à Bloomberg. "Não haverá qualquer suspensão das remessas de petróleo. A empresa está operando e pagou as tarifas ferroviárias", concluiu Marina. Ela se recusou a fornecer detalhes sobre quando a Yukos quitou os serviços ferroviários e por quanto tempo.



Fonte: Valor Econômico
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