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Preços

Petróleo opera em alta, perto da máxima em um ano após acordo de produtores

13/12/2016 | 09h59

Os contratos futuros de petróleo mostraram fraqueza mais cedo, mas tentavam firmar alta na manhã desta terça-feira (13), após avanços mais acentuados registrados na sessão anterior. O mercado ainda reage ao acordo de produtores para reduzir a oferta e elevar os preços, mas também avalia um relatório da Agência Internacional de Energia (AIE) divulgado mais cedo.

Às 9h20min (de Brasília), o petróleo WTI para janeiro subia 0,45%, a US$ 53,07 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para fevereiro avançava 0,63%, a US$ 56,04 o barril, na Ice.

O compromisso de países da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e de fora do grupo para cortar a produção deve ajudar a equilibrar a oferta e a demanda no primeiro semestre de 2017, apontou a AIE em relatório mais cedo. Por outro lado, a entidade registrou que houve um aumento nos estoques globais da commodity para 98,2 milhões de barris por dia, com a maior produção da Opep superando a queda na produção de fora do cartel.

Analista da consultoria Energy Aspects, Richard Mallinson disse que a AIE apontou que o corte prometido da Opep será positivo para o mercado, mas a entidade não disse quanto dele será implementado. O acordo entra em vigor em 1º de janeiro, mas a redução será realizada em etapas. Os participantes se reunirão em seis meses para avaliar o progresso da iniciativa.

Os membros da Opep têm um histórico de pouco respeito às cotas definidas, o que gera dúvidas sobre se os cortes irão de fato se materializar. O Goldman Sachs lembrou que, de 17 cortes na produção combinados desde 1982, os membros da Opep reduziram a produção na média em apenas 60% dos acordos.

Analistas dizem que, caso as cotas sejam totalmente respeitadas, o mercado de petróleo poderia passar a ter um déficit na oferta. A retirada do excesso de barris do mercado fará os preços subirem, possivelmente para entre US$ 60 e US$ 70 o barril, mas isso dependerá de produtores com histórico de não cumprirem iniciativas do tipo, diz a BMI Research. "Nós notamos que, quanto mais alto o preço do barril, maior a tentação para desrespeitar as cotas alocadas", lembra a consultoria.

A produção na Nigéria e na Líbia, dois membros da Opep que foram no momento excluídos do acordo de corte, também gera risco de baixa para o sucesso do plano da Opep, aponta o Morgan Stanley.

Preços mais altos ainda poderiam levar os produtores de xisto dos EUA a elevarem sua produção, potencialmente minando os benefícios da iniciativa.



Fonte: Dow Jones Newswire, 13/12/2016
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