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Preços

Petróleo opera em alta, após dados do API e com Oriente Médio ainda no radar

18/10/2017 | 16h56

O petróleo opera em alta nesta quarta-feira. Os contratos reagem a um dado de ontem do American Petroleum Institute (API) e investidores aguardam os dados oficiais de estoques dos Estados Unidos, que saem mais tarde. Além disso, continua a influir a cautela com as tensões políticas no Oriente Médio.

Às 8h59 (de Brasília), o petróleo WTI para dezembro subia 0,36%, a US$ 52,30 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para dezembro tinha alta de 0,67%, a US$ 58,27 o barril, na ICE.

Depois do fechamento de ontem, o API informou que os estoques de petróleo dos EUA recuaram 7,1 milhões de barris na última semana, os de gasolina subiram 1,9 milhão de barris e os de destilados cresceram 1,6 milhão de barris. Agora, há expectativa pelo dado oficial, às 12h30. Analistas ouvidos pelo Wall Street Journal preveem queda de 3,2 milhões de barris nos estoques de petróleo na última semana nos EUA.

Além disso, a tensão geopolítica continua no radar, em meio a distúrbios internos no Iraque a diante das hostilidades entre EUA e Irã, segundo Stephen Brennock, analista da corretora PVM Oil Associates.

A escalada nas tensões entre o governo central iraquiano e a região semiautônoma curda impulsionaram os preços do petróleo nos últimos dias, em meio a preocupações de que o conflito poderia prejudicar exportações da área. O Curdistão votou quase de maneira unânime para se tornar um Estado independente, porém Bagdá e nações da região rechaçam essa alternativa. A região curda exporta quase 600 mil barris por dia de petróleo.

Na terça-feira, forças curdas abriram mão do controle de grandes áreas do norte do Iraque para o governo central, que já havia tomado nesta semana o controle da província de Kirkuk, rica em petróleo. Mas o ministro do Petróleo, Jabbar al-Luaibi, disse ao Wall Street Journal na terça-feira que a produção dos campos de petróleo de Kirkuk se mantém normalmente.

Outro risco geopolítico é a possibilidade de que o presidente americano, Donald Trump, imponha sanções ao Irã, o que limitaria a capacidade exportadora do país. Na terça-feira, o vice-ministro do Petróleo iraniano, Amir Zamaninia, insistiu em conferência do setor em Londres que a decisão que Trump vier a tomar "terá pouco ou nenhum efeito sobre nossos planos futuros para o setor de petróleo".

Analista da consultoria PetroMatrix, Olivier Jakob afirmou não esperar mais pressão de alta sobre os contratos por causa das tensões internacionais. Na avaliação dele, elas já foram incorporadas aos preços. Jakob avalia como improvável que o Brent avance para além de US$ 60 o barril, já que isso encorajaria produtores de xisto dos EUA e também uma diminuição do nível de cumprimento do acordo liderado pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) para conter a oferta. O acordo irá até março, mas governos envolvidos sinalizaram que ele pode ser estendido até o fim do próximo ano.

 



Fonte: Dow Jones Newswires, 18/10/2017
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